Lo que hacen los hermanos?


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Los hermanos mexicanos, bien entendido. Porque los hermanos argentinos só criam confusão. Os mexicanos, calçadistas, foram as primeiras e grandes vítimas do avanço oriental sobre os Estados Unidos. A indústria de calçados mexicana era muito bem desenvolvida e sólida, mas não resistiu, em grande parte, à perda do mercado norte-americano, em favor dos orientais. Na década dos 90 supervisionei a confecção e controle de qualidade de um grande pedido de botas femininas altas, que a trading sueca onde trabalhei vendeu para a Rússia. Fiquei quase um mês em Guadalajara trabalhando com Calzados Canadá, que naquela época produzia 60 mil pares por dia de todos os tipos de construção, vendidos, na maior parte, por mais de mil lojas próprias no México. O restante, exportava para os EUA. Gostava de conversar com Don Porfírio, gerente de produção, sapateiro da velha escola, trocando ideias e experiências. Infelizmente, a fábrica de Calzados Canadá hoje não existe mais, como, aliás, um grande número de fábricas de calçados. E as fábricas que sobrevivem lutam duramente para não seguir o mesmo destino. O governo mexicano impôs severas quotas e taxação sobre a importação do calçado chinês. Foi tarde demais, como disseram os críticos, embora não se pudesse fazer nada contra a perda do mercado norte-americano. Mas a importação continua em ritmo acelerado do Vietnã e de outros países asiáticos. Em Leon, centro da indústria de calçados mexicana, no ano passado foram perdidos 2 mil empregos e mais não foram pela ação do governo, impondo as restrições. Mas, como nos outros países latinos, a importação ilegal continua, e grande, o que agrava a recessão. Segundo a Confederação de Câmaras de Comércio, é a mais grave na história recente. A importação de 21 milhões de pares do Vietnã somados com 5,2 milhões de pares importados legalmente da China representa um sério desfalque à indústria local. A Indonésia, com importação de 5,9 milhões de pares, colocou a China em terceiro lugar no quadro de importados. O embaixador do Vietnã, em recente visita em Leon, fez um comentário para firmar a posição do seu país no cenário de exportadores: “Quando os outros usam de qualquer método para colocar a sua produção, o Vietnã tem como questão fechada obedecer a todos os trâmites legais para cumprir a legislação de qualquer país que importa produtos vietnamitas”. Esta declaração vem de encontro à criação de novo Centro de Informações Competitivas que a indústria da província de Guanajuato criou (uma espécie de CIA para a indústria de calçados) para acompanhar de perto todas as importações e ver se as quotas não estão sendo excedidas, se as taxas estão pagas sobre os valores reais e que tudo esteja dentro da Lei. “Não importa o país de origem”, disse o señor Abugaber, presidente da entidade. “Queremos a legalidade e não protecionismo. Mas, toda vez que verificaremos alguma irregularidade, pediremos providências ao governo. Queremos competir em condições de igualdade`. Que tal nossas entidades representativas adotarem o mesmo ponto de vista e de ação? É notória e sabida a situação nos portos, onde só 3% dos contêineres passam pelo corredor vermelho. Que tal, como disse também o señor Abugaber, fiscalizar tudo com lente de aumento, se está perfeitamente legal? Isto não teria maior significado para a indústria de calçados do que, por exemplo, visitar para estudos feiras como a da Noruega, para incrementar as exportações, um país cuja população inteira cabe duas vezes na capital de São Paulo? O exemplo mexicano serve perfeitamente de modelo para ações que poderiam ou deveriam ser tomadas para preservar o que existe. Um otimismo, igual ao demonstrado pelas nossas autoridades, é um sinal ou de ignorância ou de irresponsabilidade demagógica total. Não há tempo a perder. O que está em jogo é o futuro da indústria. Os mexicanos entenderam isso antes de nós. <b>SANDÁLIAS QUE CORRIGEM</b> A firma britânica Beech Sandals criou uma nova linha de sandálias para as pessoas com mais de 50 anos de idade, que sofrem da osteoartrite, principalmente por causa de calçados inadequados, que no decorrer dos anos criam sérias deficiências nos pés, tais como joanetes, desvios de metatarso e outros. As sandálias ajudam os podólogos e ortopedistas a forçarem o alinhamento dos ossos para a posição regular. A Beech Sandals afirma que basta o uso diário por dez minutos para melhorar o equilíbrio e estabilidade no andar. Firma americana de roupas esportivas de alta performance decidiu entrar no mercado de calçados esportivos e lançou em janeiro, para uma pequena e seleta audiência de lojistas de artigos esportivos, uma linha de tênis para corredores, cuja característica principal é um forro na forma de manga de camisa para manter o pé seco e prevenir bolhas. <b>AIR LEGEND</b> A pele de canguru (genuína) que causou tanta confusão para a Adidas e David Beckham, levantada pelos ecomaníacos, não afetou absolutamente o argentino Sérgio Agüero, que joga no Atlético de Madrid. O jogador jogou com um par de Nike Air Legend e disse estar muito satisfeito com a chuteira devido à maciez. <b>Zdenek Pracuch</b> Sapateiro, shoemaker – pracuch@comerciodafranca.com.br

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