Ele está conosco


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O 3º domingo do tempo pascal nos convida a crer e fazer a experiência de Jesus, de sua ressurreição e vida nova em Deus, para sermos suas testemunhas como discípulos missionários. Através dos trechos daPalavra de Deus o que é possível aprender neste domingo? Na primeira leitura se descreve um fato interessante, que nos estimula ao entendimento do que significa uma autêntica vida cristã. Pedro e João, às três horas da tarde, sobem ao templo para rezar. À porta Formosa está um coxo de nascença, mendigando. A seu pedido de esmola, Pedro solicita: “olhe para nós!” e avisa: “não tenho nem ouro e nem prata!”, mas acrescenta que tem algo melhor: “em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levante-se e comece a andar!”. Curou-o! Não dá dinheiro, mas a vida! Com o mesmo assombro com que a multidão reunia-se para ouvir Jesus falar, agora se reúne para escutar o apóstolo. A ação dos apóstolos está em continuidade com a missão de Jesus Cristo. Pedro, referindo-se aos acontecimentos da morte e da ressurreição do Mestre, convoca a todos a mudar de vida e aderir à pessoa e à Boa Nova do Ressuscitado: “arrependam-se e convertam-se para que os pecados de vocês sejam perdoados”. Por meio da segunda leitura, João, sem polemizar com os que pretendiam conhecer ou viver em comunhão com Deus, mas que se recusavam reconhecer Jesus, o Messias, segue apresentando aos participantes de suas comunidades, o caminho da autêntica vida cristã. Criticando os que se consideram isentos do pecado, o apóstolo enfatiza que o cristão é chamado à santidade pela renúncia do egoísmo, da autossuficiência, da injustiça. Em seu entender, só conhece Deus quem guarda seus mandamentos, quem vive em comunhão íntima com Ele, numa relação pessoal de proximidade, de familiaridade, de amor sem limites. O conhecimento de Deus requer atitudes concretas de escuta, acolhida e vivência dos desígnios (Palavra) relevados em Jesus Cristo. A comunidade dos discípulos está reunida em Jerusalém. Está ciente das aparições do Ressuscitado. Jesus apareceu no meio deles e os saudou: “a paz esteja com vocês!”. Contudo, o ambiente ainda é de medo, de dúvida e de angústia. A comunidade sente-se desamparada e insegura. “Espantados e cheios de medo, pensavam estar vendo um espírito”. O evangelista Lucas relata como os discípulos, diante da manifestação do Ressuscitado, foram progressivamente descobrindo e aderindo a Ele. A Ressurreição não é imaginação, mas fato real, incontestável, que todavia, os discípulos descobriram e experimentaram ao longo de uma caminhada difícil, penosa, carregada de dúvidas e de incertezas. “por que vocês estão perturbados e por que o coração de vocês está cheio de dúvidas?”. Mais uma vez, os discípulos aparecem como uma comunidade desconfiada, crítica e exigente, que só reconhece Jesus vivo e ressuscitado depois de percorrer um caminho longo e exigente. Não é um grupo de idealistas ou de ingênuos que aceita qualquer ilusão. O Senhor ressuscitado nos confia a missão de anunciar “em seu nome”, um novo projeto de vida pascal. Assim, como “discípulos missionários temos a tarefa prioritária de dar testemunho do amor a Deus e ao próximo com obras concretas”. Ser testemunha do Cristo é proclamar com ardor renovado sua Ressurreição. A Boa Nova da ressurreição do Senhor e nossa com Ele é precisa: somos destinados à vida e não à morte. No amor fraterno de nossas comunidades cristãs, o mundo enxergará o Ressuscitado, o Cristo vivo. Esta é a nossa certeza e esse deve ser o nosso compromisso: sermos testemunhas do Ressuscitado, oferecendo aos povos o maior tesouro que possuímos: Jesus Cristo ressuscitado, nosso Salvador. Aleluia! José Geraldo Segantin Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br

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