Tesouro virtual


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<b>ABERTO PARA O MUNDO</B> - Página de entrada do site da Biblioteca Mundial Virtual que pode ser acessada desde a última terça-feira.
<b>ABERTO PARA O MUNDO</B> - Página de entrada do site da Biblioteca Mundial Virtual que pode ser acessada desde a última terça-feira.
Manuscritos, fotografias, livros, cartas descritivas, mapas, filmes, documentos visuais e sonoros. Desde a última terça-feira, com apenas um "click" qualquer pessoa seja qual for sua localidade tem ao seu dispor um conteúdo único e gratuito. A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), em parceria com outras 32 instituições, lançou nesta semana em Paris a World Digital Library - Biblioteca Digital mundial. O projeto pretende aproximar os países reduzindo a exclusão digital e oferecendo conteúdo para ensino on-line. Disponível em sete idiomas (inglês, francês, russo, espanhol, árabe, chinês e português), a biblioteca é o terceiro maior acervo digital do gênero, atrás do Google Book Search e da Biblioteca Virtual Europeana, da União Europeia. Através de seu site é possível consultar gratuitamente o material de grandes bibliotecas e instituições culturais de inúmeros países, entre eles o Brasil. Para se ter uma ideia do tipo de conteúdo disponível, no endereço virtual há verdadeiros tesouros culturais, como a reprodução da Pragmática (1584), o primeiro documento impresso da América do Sul sobre a mudança do calendário juliano para o gregoriano. Raridades como a foto da imperatriz Thereza Christina Maria, mulher do último imperador do Brasil, D. Pedro II, e o primeiro mapa que menciona a América, datado de 1507, realizado pelo monge alemão Martin Waldseemueller. Entre os documentos mais antigos postados no dia do lançamento da Biblioteca Digital, está a reprodução de uma pintura de oito mil anos com imagens de antílopes (mamíferos) ensanguentados, que se encontra na África do Sul. Daqui para frente as raridades digitais tendem a aumentar, já que um dos objetivos da Unesco, agência da ONU, é conseguir ampliar as instituições parceiras para que até o fim deste ano mais de 60 países também possam inserir os seus acervos. <b>NOVIDADE HISTÓRICA</b> A biblioteca digital ainda é desconhecida por muitos especialistas da área. O Se Liga procurou pelo menos três professores de história em Franca para saber suas opiniões sobre a novidade. Dois deles ainda não a conheciam. O professor de história do cursinho de uma das faculdades existentes na cidade, Leonardo Fernandes Henrique, a pedido do Se Liga, navegou pela página e gostou muito do que viu. "A Biblioteca Mundial Digital só tem a acrescentar. Foi uma boa iniciativa, principalmente porque antes não tínhamos esse conteúdo totalmente disponível", comentou. Para o professor, a Biblioteca será bastante útil para despertar a curiosidade de um público que antes não tinha acesso a esses materiais históricos. "O site pode não ser o alvo prático para um público que precise baixar livros e estudar para o vestibular. Mas para quem gosta de pesquisas históricas, dados curiosos de diversas nações, é um prato cheio", esclareceu. A estudante do curso de História na Unifran, Carolina Braga, 21, também não tinha visitado a nova página disponibilizada no mundo inteiro desde a última terça-feira. "É ampla. Dá para ficar um bom tempo conhecendo as histórias e vendo os mapas e fotos de diversos lugares que jamais pensei ver", disse. Se você ainda não acessou, conheça a Biblioteca Digital da Unesco pelo site: <a target="_blank" href="http://www.wdl.org">www.wdl.org</a>.

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