Belo Horizonte pode ser visitada por inúmeros motivos. Estão lá o conjunto arquitetônico da Pampulha, suas praças centenárias, limpas e bem conservadas, museus, entre uma infinidade de atrações que a capital mineira oferece. O visitante que pretende passar um fim de semana, um feriado prolongado ou vários dias em BH tem que cumprir um roteiro obrigatório de visitas para entender e conhecer melhor a capital de Minas Gerais.
Seja qual for o itinerário ele não pode excluir o circuito da Pampulha. Formado pela Igreja de São Francisco de Assis, a Casa de Baile, o Museu de Arte Moderna e a Lagoa da Pampulha, esta por si só uma atração, o complexo idealizado por Oscar Niemeyer é para ser apreciado com calma.
Na igreja estão marcas inconfundíveis de um dos maiores arquitetos brasileiros, assim como estão em suas paredes externas e no altar painéis gigantescos de Cândido Portinari. As formas do prédio, com suas curvas recobertas por pastilhas azuis, foram baseadas nas montanhas mineiras e nas serras que circundam Belo Horizonte. Dentro da igreja, em um painel desenhado à mão por Niemeyer, o autor da obra diz que foi ali que se baseou para construir Brasília uma década depois.
Entregue em 1943, quando Juscelino Kubitschek era prefeito de BH, a igreja demorou a ser aceita como local de cultos e palco para celebrações, principalmente por causa de suas formas e sua concepção. Não há bancos até hoje e as missas são assistidas em pé ou em cadeiras de plástico, que são retiradas após os atos religiosos. Em 1959, JK, já como presidente da República, conseguiu “convencer” o bispo dom João Resende Costa a abrir a abrir a igreja aos fiéis.
O roteiro da Pampulha segue com uma visita ao Museu de Arte Moderna, a Casa de Baile, com linhas que seguem a lagoa e jardins criados por Burle Marx, onde são realizados eventos sobre design e arquitetura. Para quem gosta de futebol, o Mineirão está a alguns minutos de caminhada.
FEIRA E MERCADO
Se você é daqueles turistas que não conseguem voltar para a casa sem um presentinho para cada parente ou um agrado para os amigos, a Feira da Liberdade, realizada aos domingos, é o endereço certo. Por volta das 6 horas, o movimento já começa e uma hora depois a feira, montada na avenida com o mesmo nome, está lotada.
Não chega a ser grande e nem mesmo suas barracas são um primor de originalidade considerando os produtos que vende. Mas percorrendo a pé seus 500 metros de extensão, é tanta diversidade na oferta de bugigangas e produtos oferecidos como típicos de Minas, que é impossível não trazer nada para a casa. Tenha cuidado com sua bolsa e a leve bem presa junto ao corpo. É bem provável que algum comerciante vá alertar os mais descuidados para não bobear enquanto passeia.
Mas para o belo-horizontino, nada sintetiza mais o gosto do mineiro pelas coisas simples que o seu mercado central. Fundado há 80 anos, foi escolhido o ponto turístico preferido na cidade.
Ao contrário da Feira da Liberdade, mesmo que você não compre absolutamente nada, vale conhecer o Mercado Central. A desordem aparente, o incrível número de pessoas que estão lá para comprar um pedaço de queijo, uma vassoura ou um filhote de poodle, um artesanato em madeira, uma erva ou pimenta é incrível. Preste atenção nos cheiros, nas cores e na simpatia das pessoas.
Talvez por esses motivos, pela despretensão do lugar, e mesmo por ser um centro de compras avesso às modernidades que cercam shoppings e outros endereços, é que o Mercado Central mereceu tanta distinção dos mineiros de BH. Com 400 lojas, foi fundado em 1929, tem um amplo estacionamento no pavimento superior e é bem vigiado.
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Pode ser que você não vá comprar nada, mas não deixe de ver in loco como é bom ter um dedo de prosa num sábado pela manhã, quando, estimam os organizadores, mais de 50 mil pessoas passam pelo local. Não saia de lá sem experimentar um prato de fígado de boi acebolado com jiló na chapa.
“Meu amigo, com uma cervejinha gelada você não vai querer ir embora daqui”, garantiu o administrador Marcoud Rademaker Patrocínio. “Costumo dizer que a classe A chega ao mercado de salto alto e vai embora em uma sandalinha de couro”. Ele, sem dúvida, está coberto de razão.
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