Crer sem provas


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No segundo domingo da Páscoa, estamos reunidos para celebrar nossa festa maior: a Páscoa. Ela é tão importante que a celebramos por cinquenta dias. O que a Palavra de Deus nos fala? “Os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou melhor, como um grande domingo”. No primeiro dia da semana, logo após o pôr-do-sol, a comunidade dos discípulos estava reunida num ambiente bem protegido, por medo das autoridades dos judeus. No ar, pairavam temor e insegurança. Talvez a notícia de Maria Madalena tivesse chegado aos seus ouvidos, mas assim mesmo estavam atemorizados. Somente a presença de Jesus poderia restituir alegria e garantir segurança. Superando os limites do espaço, o Ressuscitado coloca-se no meio deles, desejando a todos a paz e mostrando-lhes os sinais de seu amor e de sua vitória. Tomé, que era um dos 12, não participara do encontro comunitário com o Ressuscitado. Ele ouve o testemunho um unânime de todos: “Vimos o Senhor!”, mas não acolhe o testemunho como prova suficiente para acreditar que Jesus esteja vivo. Ao contrário, exige prova individual e extraordinária. Alguém poderia ver nisto uma atitude de teimosia. Ocorre que o encontro com o Ressuscitado, que fundamenta a fé, realiza-se mediante a experiência do amor na comunidade. Tomé estava ausente! Entretanto, oito dias depois, a comunidade volta a se reunir e, agora, Tomé está presente. O Senhor reaparece para a alegria da comunidade e em seguida, dirige-se a Tomé revelando-lhe seu amor nos sinais que traz nas mãos e no lado. O discípulo, sem apelativos, reconhece o Ressuscitado e aceita-O, expressando sua adesão total. “Meu Senhor e meu Deus!” É, porém, censurado por não crer no testemunho da comunidade e exigir uma experiência individual. Na verdade, Tomé invertera a ordem, sem escutar os discípulos e sem perceber a nova realidade criada pelo Espírito, queria encontrar-se com o Jesus que conhecera na caminhada. Todavia, encontra-se com o Senhor na experiência vivenciada pela comunidade de fé. Tomé reconhece em Jesus o servo glorificado, acredita e proclama: “Meu Senhor e meu Deus”. Porém, felizes serão os discípulos que acreditarão, sem terem visto. Na primeira leitura nota-se que pelo encontro com o Ressuscitado requer ruptura com as práticas egoístas e concentradoras, que geram a exclusão, a fome e todo tipo de necessidades. A comunidade, alicerçada no amor fraterno e na partilha dos bens, constitui-se em testemunho palpável da presença do Ressuscitado entre os seus discípulos ao longo dos tempos. Na segunda leitura João sublinha que, pela fé em Cristo, os batizados tornaram-se filhos de Deus e, portanto, irmãos uns dos outros. Não se pode querer amar a Deus, sem amar aqueles de quem ele é Pai. O sinal que atesta a caridade fraterna (o amor aos irmãos) é a observância dos mandamentos de Deus. Na comunidade de fé, pode existir a prática do amor altruísta, mas o amor que perdura e vence toda provação é aquele de quem está unido a Deus. A quem cumpre a vontade de Deus, o Espírito o levará ao conhecimento de toda a verdade sobre Jesus, o Filho de Deus, morto e ressuscitado. Hoje, o Ressuscitado coloca-se em nosso meio e vem ao encontro de cada pessoa, para nos reanimar na fé. Novamente nos confirma na missão, concedendo-nos seu Espírito, para que sejamos agentes de um mundo reconciliado e pacífico, como expressão do amor e da partilha solidária que nutrimos na comunidade de fé. <b>DOM CAETANO</b> Como este Comércio informou na última quarta-feira, Dom Caetano Ferrari, OFM, foi nomeado bispo diocesano de Bauru. Ficou conosco desde julho de 2002, primeiro como bispo coadjutor e depois, desde 2006, como bispo diocesano. Foi um curto tempo, mas intenso. Homem inteligente, dedicado, pastor atento, dinâmico. Tomará posse na sua nova Diocese no dia 31 de maio. Já sentimos saudade e elevamos a Deus orações pela nova etapa de sua missão episcopal, aguardando seu sucessor. Dom Caetano, obrigado por tudo e que Deus o abençoe. <b>ANO CATEQUÉTICO</b> Hoje terá início o ano dedicado à catequese. O objetivo é dar novo impulso à catequese como serviço eclesial. Este é o segundo Ano Catequético Nacional. A abertura e a movimentação ficam a critério de cada paróquia. <b>ANO SACERDOTAL 2009/2010</b> Será comemorado de 19 de junho próximo a 19 de junho de 2010. Terá como tema, “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”. Durante o ano jubilar, Bento XVI proclamará o Cura d’Ars “padroeiro de todos os sacerdotes do mundo”. <b>José Geraldo Segantin</b> Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br

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