Quase um mês depois de rejeitarem a oferta dos empresários, os trabalhadores da indústria de calçados voltam a se reunir para discutir salários. A assembleia da categoria está marcada para as 17h30, no Sindicato dos Sapateiros, e será conduzida pela direção da entidade. Um pouco antes, às 13h30, uma comissão do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) fará uma rodada de negociação com os calçadistas.
A categoria pede 7,5% de reajuste, R$ 565 de piso salarial, R$ 150 de abono escolar e 90 horas de participação nos lucros e resultados. Caso o Sindifranca não aceite os índices já aprovados em assembléia anterior e feche a convenção coletiva, os sapateiros decidirão entre negociar por empresa, deflagrar greve geral ou partir para o dissídio no TRT (Tribunal Regional do Trabalho).
A campanha salarial se estende por quase três meses. Nesse período, as discussões foram suspensas por quase 15 dias após desentendimentos entre os sindicatos. No final de março, as negociações foram retomadas após o TRT de Campinas conceder prazo até 24 de abril para que os sindicatos firmem um acordo. Caso até lá isso não aconteça, caberá à Justiça decidir sobre o assunto.
Paulo Afonso Ribeiro, presidente do Sindicato dos Sapateiros, acredita na convenção coletiva. “Um conflito com a categoria neste momento não interessaria a nenhum empresário”, disse o sindicalista, referindo-se a uma possível greve dos sapateiros.
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