Preocupados em sobreviver à crise econômica que assola o mundo desde setembro do ano passado, micro e pequenos empresários francanos têm buscado ajuda para administrar seus negócios. A Incubadora de Empresa tem até lista de espera. Como o próprio nome sugere, a Incubadora reúne em um só local 12 empresas que, juntas, recebem consultoria e assessoria em diferentes áreas, treinamentos e todo suporte necessário para viabilizar um produto comercialmente. Já são mais de 20 interessados em participar da entidade. As propostas mais viáveis tecnicamente ganham as vagas. Atualmente, apenas três vagas ainda estão em aberto.
A procura pela Incubadora começou a crescer há dois meses. Gerente da unidade, Nilcio Cairbar Souza Freitas, disse que a mudança no convênio para administração do espaço (a gestão é feita pela Prefeitura, Acif e Sebrae), a divulgação na mídia, a rede de contatos e a atual situação econômica do País contribuíram para o aumento na demanda. “Os empreendedores da cidade estão mais preocupados. Eles sabem que a mortalidade de pequenas empresas é grande e não querem que isso aconteça”.
Em média, por dia, de três a quatro empresários batem à porta da Incubadora para apresentarem seus negócios. “Todos querem respaldo para se firmarem no mercado, pois, sem apoio, sabem que o processo será ainda mais difícil”, disse Freitas.
Na Incubadora, o empreendedor recebe todo o suporte nas áreas de marketing, vendas, jurídica, financeira e produção, de profissionais que entendem do assunto. E o melhor sem grandes custos. Dentro do projeto o “incubado” só paga uma taxa de rateio de despesas pelo uso do local comum, uma espécie de condomínio que fica em torno de R$ 200. Se a incubação for externa, ou seja, no prédio do empreendedor a taxa mensal é ainda menor.
Empresário do ramo de bolsas, Rodrigo Cardoso, 30, optou pela incubação e foi aprovado em fevereiro. Atualmente trabalha no desenvolvimento de novas coleções e na análise de futuras parcerias. “Trabalhava com banca de pesponto, depois fiz um curso de modelagem para bolsas e vi que era meu ramo. Resolvi investir no negócio e procurei o Sebrae que foi quem me indicou a Incubadora”. Cardoso produz bolsas femininas e vende pela internet. Sua intenção após se firmar no mercado é gerar em torno de 12 empregos.
Para Freitas, propostas de negócios como o de Rodrigo tem mais chances de serem aprovadas e emplacarem no mercado, pois o seu plano está estruturado para gerar emprego e renda. “O melhor é se preparar com antecedência. Um dos primeiros passos é identificar o público e verificar se há possibilidade de obter resultados concretos”.
O processo de seleção dos candidatos que aguardam por uma vaga na Incubadora - são 15 disponíveis (3 internas e 12 externas) - deve acontecer ainda neste mês. Os aprovados ganham atendimento por um ano, prorrogável por mais um. A Incubadora de Empresas fica na Rua Antônio Bernardes Pinto, 3366, Vila Chico Júlio.
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