Este bônus é perverso e discriminatório. Segundo o governo, "aproximadamente, 185 mil servidores receberão o bônus" mas omite que existem cerca de 280 mil profissionais da educação na rede estadual. Cem mil ficarão sem nada. Isso, ainda sem contar que os aposentados também não têm direito ao bônus e que estes valores não se incorporam aos salários para fins de aposentadoria. O Centro do Professorado Paulista reivindica que o governo utilize estes recursos para conceder reajuste salarial para todos – ativos e aposentados – uma vez que o salário inicial da categoria atingiu, neste mês para vergonhosos 1,7 salários mínimos. O raciocínio do governo está equivocado ao exaltar em prosa e verso o valor máximo do bônus, de R$12 mil, querendo passar que desconhece a realidade do servidor da educação, a falácia de que os professores da rede estadual recebem salários de marajás. Quantos receberão os tais R$ 12 mil? Isto é omitido. Infelizmente, a imprensa informa que apenas 1,02% dos educadores, receberão os bônus de maior valor.
Há uma clara tentativa de induzir a população a erro, colocando-a sempre como adversária dos educadores, que constantemente precisam se mobilizar para reivindicar reajuste salarial. A atitude do governo é lamentável sob qualquer ângulo em que se analise.
Palmiro Mennucci
São Paulo - SP
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Mais do que nunca a vida dos professores está nas mãos do aluno. Se, antes destes bônus o estudante já fazia o que bem queria em sala de aula, sem punições corretivas, agora fará pior, "não dará chance ao professor que não gosta de receber uma bonificação salarial”. A ideia é ótima, mas a forma de aplicação é extremamente tendenciosa.
Deny Eduardo Pereira Alves
Franca - SP
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