O milionário


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A frieza e todas as atitudes pensadas dentro da casa do BBB 9 deram a vitória ao artista plástico Maximiliano de Oliveira Porto, 30 anos, o Max, de Maricá (RJ), contrariando todas as expectativas de que uma mulher venceria a edição. Ele ganhou R$ 1 milhão com 34,85% dos votos, uma diferença de apenas 24 décimos da jornalista Priscila Pires, 26, de Campo Grande (MS), que obteve 34,61% e saiu da casa com um prêmio de R$ 100 mil. A final do BBB 9 começou às 22h15 relembrando momentos marcantes a pedido dos telespectadores. Logo após começou a sessão nostalgia com um flashback dos três finalistas - que espiaram tudo de dentro da casa - começando pela professora Francine Piaia, 25 anos, de São Bernardo (SP), seguido de Max e de Priscila. Em clima marcado pela descontração e muitas emoções, a dupla Zezé Di Camargo & Luciano animou o último programa desta nona edição. No palco, familiares, amigos e torcedores dos finalistas e os 15 participantes eliminados: Ana Carolina, Alexandre, André, Josiane, Emanuel, Flávio, Michelle, Leonardo, Milena, Mirla, Newton, Naiá, Norberto e Ralf e os dois da casa de vidro, Daniel e Maíra. A final também mostrou a trajetória de todos os brothers e sisters desde a “cadeira elétrica” (uma das últimas entrevistas antes do início do programa) até a saída de cada paredão, destacando a contradição entre o que eles falaram e o comportamento na casa. A edição de cada imagem, favorecida por músicas empolgantes, foi um presente para os fãs. Uma brincadeira deu dicas através do “Manual Anti-paredão” aos candidatos ao BBB de 2010 para evitar o temido ca-minho da eliminação, mostrando os fatos mais divertidos e a característica ou comportamento de cada participante que atrapalhou a convivência e facilitou a saída do programa. A relação de vovó Naná e a netinha Ana também foi recordada e emocionou as loiras. Às 23h10, Bial anunciou a marca de 44 milhões de votos. Às 23h25, encerrou a votação. Depois da tradicional charge de Maurício Ricardo, o apresentador anunciou, sem rodeios, a eliminação de Francine - terceira colocada, que ganha um prêmio de R$ 50 mil. “Não vou falar muita coisa, vou direto ao assunto. Até o meio-dia é melhor não falar com ela, mas depois ela é divertida e a coisa mais fofa do mundo”, disse Bial. Feliz, ela afirmou que não levou R$ 1 milhão, mas levou o “benhé” (apelido carinhoso dado ao “namorado” Max). Ao anunciar o vencedor, Bial disse que o discurso era de iluminação e que o público ainda não entendeu que quem manipula o programa são os participantes de dentro da casa, numa clara referência a seguidos comentários de que a Globo manipula e influencia resultados por meio da edição do programa, por exemplo. O jornalista falou da paixão dos espectadores pelos brothers e que táticas e estratégias se revelam inúteis diante do afeto e da emoção. “Max deu show, foi exemplar, não tem falsa modéstia. ‘Sou eu, se quiser me aceite assim’, dito com gentileza e elegância, mas precisa saber se perdoar”, afirmou. “Priscila, o preconceito é rápido. As pessoas falam ‘ela é boazuda, gostosona, como meu filho fala, a cachorra que não tem nada na cabeça’, mas com o tempo, a convivência, o preconceito se esfarela, não se sustenta e aí, surpresa: ela tem cabeça pensante e grande coração”, ressaltou. Bial finalizou dizendo que “Max é o competidor, o sedutor, o carismático. É o ‘cara’ do BBB 9. E Pri é a ‘cara’ desse BBB 9”. Fora da casa, Priscila comemorou sua participação no programa. “Ganhei mais que R$ 1 milhão. Ganhei amigos, conhecimento e aprendi a dar valor às coisas pequenas e à minha família.” Eufórico, Max, resumiu: “Ai. Não caiu a ficha ainda. Meu querido, eu ganhei!” O BBB 9 teve uma edição “pesada” e rigorosa, chamada por Pedro Bial de “BBB Supersônico” e que deixou os nervos dos confinados à flor da pele. Mas, mesmo com tantas novidades, como a casa de vidro, o quarto branco, o muro que dividiu os participantes em dois grupos (lado A e B), os castigos do Big Fone, a presença de pessoas mais maduras, entre outros, o programa entra para a história do reality show como o que registrou a pior audiência: foram 32 pontos de média até a última quinta, menos que o BBB 8 e BBB 2, que fecharam com média de 37 pontos no Ibope. Números que não impediram a Globo de faturar 55% a mais que em 2008: foram R$ 280 milhões em 85 dias em que a atração ficou no ar. No ano passado, o BBB 8 recebeu na final 75.637 milhões de votos, dando a vitória ao músico Rafinha, que obteve 50,15%.

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