Polícia prende dois por tráfico em operação


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MATERIAL SUSPEITO - O escrivão Jaiter carrega caixa com objetos suspeitos de serem produtos de furtos e roubos para a viatura do Grupo de Operações Especiais, ontem, no Aeroporto III; todo material sem nota fiscal foi apreendido
MATERIAL SUSPEITO - O escrivão Jaiter carrega caixa com objetos suspeitos de serem produtos de furtos e roubos para a viatura do Grupo de Operações Especiais, ontem, no Aeroporto III; todo material sem nota fiscal foi apreendido
A Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes), o CIP (Centro de Inteligência da Polícia Civil), o GOE (Grupo de Operações Especiais) e a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) realizaram ontem uma megaoperação de combate ao tráfico de drogas. Duas pessoas foram presas em flagrante e dezenas de objetos suspeitos de serem produtos de furtos e roubos foram apreendidos. Segundo o delegado Alan Bazalha Lopes, que responde pelo CIP, a ação de ontem é mais uma da série de operações programadas ao longo do ano visando diminuir o elevado número de crimes registrados nos primeiros meses do ano em Franca. Divididos em 12 viaturas, 48 policiais saíram às ruas para cumprir 11 mandados de busca e apreensão em residências de vários bairros da cidade. Duas pessoas foram presas em flagrante por tráfico - elas estavam de posse, no total, de 250 gramas de maconha e pedras de crack. Um veículo foi apreendido e outros cinco vistoriados. No total, 28 pessoas foram abordadas para averiguações. A operação foi motivada por várias denúncias, campanas e investigações realizadas pela polícia. “É feita uma triagem das denúncias. Os mandados foram expedidos para os endereços onde, comprovadamente, foi constatado um possível envolvimento dos moradores com tráfico”, disse o chefe do CIP. Ele destacou ainda o trabalho em busca de objetos suspeitos de serem furtados ou roubados. “A maioria destes crimes (furtos e roubos) é realizada por pessoas que fazem uso de drogas e trocam os objetos por entorpecentes”. Entre os locais visitados, estava uma suposta loja de confecções. “Na verdade, as roupas serviam como fachada para esconder um depósito com grande quantidade de produtos sem procedência, como peças de veículos”, disse o delegado adjunto da DIG, Márcio Garcia Murari, que também é o chefe do GOE. Celulares, facas, balanças de precisão, câmeras fotográficas, pneus, baterias de caminhões, um climatizador, sapatos e até um violino, entre outros objetos, foram apreendidos durante o trabalho da polícia. A polícia disse que vítimas de furtos e roubos, de posse do boletim de ocorrência, poderão comparecer à DIG para averiguar os objetos encontrados durante a operação. <b>SEGUNDA OPERAÇÃO</b> A operação de ontem foi a segunda de grande porte realizada pela Polícia Civil este ano. A primeira ocorreu no dia 25 de março e teve como objetivo combater o elevado número de furtos de veículos. Na ocasião, 20 desmanches foram vistoriados e 17 apresentaram irregularidades. Ninguém foi preso naquela ocasião.

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