Novo e promissor. Esse é o Residencial Amazonas, bairro que está em crescimento desde que a Construtora Amazonas iniciou a venda de lotes em janeiro de 2003. A localidade tem atraído muita gente, sobretudo investidores, empresários e profissionais liberais de classe média alta. Acredita-se que mais de 200 famílias já estejam vivendo no bairro.
Não faltam argumentos para explicar o êxito da nova área. Além de estar na região Sul, que está na rota do crescimento urbano de Franca, fica ao lado do Franca Shopping, de hipermercados e de importantes avenidas - Ismael Alonso y Alonso e Rio Amazonas. Essas facilitam o acesso aos pontos mais importantes do município, como o Centro e o Distrito Industrial e saídas para rodovias estaduais.
Outra vantagem é a ampla área verde, que representa 10% dos 452 mil metros quadrados de área total. Como se não bastasse, foi uma das poucas opções de moradia para seu público potencial nos últimos anos. “Ficamos quase dez anos sem lançamento de bairros voltados para a classe média alta. Nesse período foram criados muitos bairros populares. Acredito que por causa de uma demanda reprimida, o desenvolvimento do Amazonas acabou acontecendo de uma maneira mais rápida”, analisa o corretor imobiliário Marcos Parra.
As vendas demonstram o ritmo acelerado dos negócios e obras no residencial. Dos 697 lotes disponíveis, 557 (80%) já foram vendidos e 167 já estão com imóveis construídos ou em construção - número que é evidenciado pela paisagem predominantemente verde ainda com poucas edificações concluídas.
O bairro é uma simulação do momento vivido pelo mercado imobiliário francano. Se por um lado o segmento residencial é pulsante, graças ao financiamento oferecido pela Caixa Econômica Federal, investidores que adquiriram lotes comerciais aderem à especulação imobiliária, aguardando a hora certa de agir diante da instabilidade dos mercados financeiros. De 2003 para cá os lotes residenciais foram valorizados em 100%, enquanto que os comerciais, especificamente os de frente para o Franca Shopping, ficaram quase 300% mais caros.
Um terreno padrão de 360 metros quadrados reservado para a construção de casa custava, em 2003, R$ 54 mil (R$ 150 por metro quadrado), enquanto que atualmente vale exatamente o dobro - R$ 108 mil (R$ 300 por metro quadrado). Na mesma proporção, uma casa com 280 metros quadrados de área construída custa mais de R$ 400 mil.
Já quem quisesse adquirir, há seis anos, um terreno comercial com os mesmos 360 metros quadrados, com fachada na Avenida Rio Amazonas, poderia comprá-lo por R$ 97,2 mil. Hoje o mesmo espaço vale R$ 288 mil, o que representa R$ 800 o metro quadrado.
“Até 2008 a valorização ao ano foi de 16%, impulsionada pelo desenvolvimento da infraestrutura do entorno. Agora a tendência é estabilizar na faixa de 8% ao ano”, afirma o supervisor de vendas da Amazonas Construtora, Leandro Balduíno.
Ele informa que 95% das vendas no segmento residencial se devem às casas. “Quem compra os lotes residenciais quer morar lá. Apesar de não ser um lugar fechado, o residencial tem característica de um condomínio, porque não dá acesso a outros bairros e loteamentos”.
A comerciante Viviane (que não quis que fosse divulgado seu sobrenome) é a primeira moradora do Residencial Amazonas. Há três anos vivendo no bairro, adquiriu por R$ 48 mil dois terrenos de 360 metros quadrados cada e construiu sua casa de 450 metros quadrados em um ano.
Ela está lá atraída pela praticidade e tranquilidade propiciada pela natureza. “Decidi morar aqui primeiro porque é próximo ao Shopping e pela paisagem que temos em volta. É um lugar cheio de pássaros, tem uma vista muito linda daqui. É muito bonito o lugar”.
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