Sindicato concede novo prazo para Samello pagar funcionários


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O prazo para a Calçados Samello pagar R$ 4,2 milhões de dívidas a mais de 1,6 mil ex-funcionários de Franca e da cidade de Santa Rita (PB) vence hoje. Sem aporte financeiro para quitar os acertos, a diretoria da empresa pediu prazo até amanhã ao Sindicato dos Sapateiros para apresentar uma nova proposta de pagamento. O sindicato decidiu esperar. No sábado, 4 de abril, uma assembleia reunirá os ex-funcionários às 8h30 no salão do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais. Eles analisarão a proposta a ser apresentada pela empresa que poderá ser o pedido de parcelamento dos créditos ou a concessão de um novo prazo. O presidente da Samello, Miguel Sábio de Mello Neto, sinalizou ao Sindicato que faria uma viagem hoje com a possibilidade de fechar um negócio e levantar os recursos. “Ainda não há nada concreto. Na sexta teremos outra reunião. Ele (Miguel) está correndo atrás para ver se consegue o dinheiro”, disse Paulo Afonso Ribeiro, presidente da entidade. Como a proposta ainda não está formalizada, os ex-funcionários da empresa irão para a assembleia de sábado sem saber o que analisar. Na hipótese de rejeitarem o que for proposto, caberá ao juiz que acompanha o processo de recuperação da Samello decidir o futuro da empresa e, consequentemente, o pagamento dos credores. Opções não faltam. Segundo advogados, o juiz pode entender que a atual situação econômica do País não favorece a venda de bens imóveis. Assim poderá ele mesmo conceder mais prazo para que a empresa pague sua dívida trabalhista. A Justiça também poderá decidir pela venda de imóveis que foram colocados como garantia de pagamento. Seria uma fazenda em Uberaba (MG) e um prédio na área central. Os valores dos bens não foram revelados, mas se aproximam do montante da dívida trabalhista. Caso essa seja a opção do juiz, ele poderá levar os imóveis a leilão ou optar por outra modalidade de venda. Existe, ainda, uma terceira possibilidade: a de o juiz decretar a falência da empresa, uma vez que ela não cumpriu o prazo proposto no plano de recuperação. Esta opção é considerada a mais remota de todas, uma vez que a nova lei propõe a recuperação das empresas em condições de voltar a produzir. No caso específico, a Samello terceiriza entre 200 a 300 pares de calçados que abastecem lojas franqueadas e alguns clientes multimarcas. <b>Ouça abaixo reportagem de Renata Modesto:</b> <embed src="http://media.entertonement.com/embed/PlayerText.swf" id="1_ac5939fa_1f80_11de_9973_0015c5f4d265" name="PlayerText" flashvars="auto_play=0&id=1_ac5939fa_1f80_11de_9973_0015c5f4d265&meta_url=http%3A%2F%2Fwww.entertonement.com%2Fclips%2Fctbhsnvyxp.query" width="304" height="30" style="display: block; margin: 10px auto; text-align: center;" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" allowFullScreen="false"></embed><a target="_blank" href="http://www.entertonement.com/clips/ctbhsnvyxp--18177?ht_link=1_ac5939fa_1f80_11de_9973_0015c5f4d265"><img alt="Blank" border="0" height="0" src="http://www.entertonement.com/widgets/img/clip/ctbhsnvyxp/1/1_ac5939fa_1f80_11de_9973_0015c5f4d265/blank.gif" style="visibility: hidden; width: 0px; height: 0px; margin:0; padding:0; float:right" width="0" /></a> <i>*Se não conseguir ouvir o áudio, clique <a target="_blank" href=" http://www.entertonement.com/clips/ctbhsnvyxp--18177"><u>aqui</u></i></a>. <b>DÍVIDA TRABALHISTA</b> Há exatos 30 meses, a Samello fechava as portas com uma dívida trabalhista de, pelo menos, R$ 8,6 milhões. Pelo plano de recuperação, o valor total deveria ter sido quitado em julho de 2008. À época, a empresa alegou que não tinha os recursos e pediu mais prazo para vender imóveis. Uma assembleia com os ex-funcionários, dirigida pelo Sindicato dos Sapateiros, concedeu o prazo de oito meses - que vence hoje. Nesse período a empresa pagou R$ 2 milhões obtidos com a venda de um terreno no Parque Progresso. Agora, tenta levantar recursos para quitar o que ainda deve.

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