O treino do Vivo/Franca terminou de forma diferente ontem à tarde, no Poliesportivo. O motivo: uma briga entre o armador e o ala do time, ambos titulares. Helinho e Márcio Dornelles discutiram asperamente, mas não houve agressão física. O motivo do desentendimento foi uma falta cometida pelo armador no companheiro. Logo depois, o treino foi encerrado. Amanhã, às 20 horas, o time joga no Distrito Federal contra o Brasília, pelo segundo turno do NBB.
No ginásio estava toda a equipe, alguns torcedores e atletas da Aspa (Associação de Pais e Amigos do Franca Basquete). A confusão começou em um dos garrafões, do lado oposto da entrada dos vestiários. A reportagem esteve no ginásio, mas a confusão já tinha acabado. Helinho estava de saída e Márcio Dornelles já tinha ido embora de carona com o armador Matheus, que fez aniversário ontem.
Depois, por telefone, Helinho explicou o ocorrido. "O treino estava muito acirrado, estamos trabalhando duro, e em um lance ele achou que eu entrei forte demais. Eu falei que não tinha entrado. Depois do treino eu dei um abraço nele e tudo se resolveu", contou o jogador. Ele fez questão de ressaltar que foi um fato momentâneo. "Não faltou respeito em nenhum momento. Nós dois estamos lutando pelo mesmo objetivo, estamos pensando da mesma forma", afirmou.
Já Márcio Dornelles, ao atender a ligação da reportagem do Comércio da Franca, aparentou continuar irritado. Ele foi direto ao responder sobre o que aconteceu no ginásio. "Não vou falar sobre isso. Foi coisa de jogo, coisa nossa e não vou ficar falando sobre isso", declarou antes de desligar.
Tanto Helinho como Márcio são companheiros de equipe há muito tempo e amigos fora das quadras. O armador e capitão do time, que retorna às quadras após quase dois meses se recuperando de uma cirurgia na mão esquerda, negou que haja "racha" no grupo. "Não, de forma alguma. Uma coisa que esse grupo tem é união", afirmou.
Para comprovar que o mal-estar foi apenas no treino, Helinho revelou que encontraria Márcio Dornelles na noite de ontem. "Hoje (ontem), por sinal nós vamos tomar um guaraná juntos logo mais à noite".
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