O desempregado Márcio José Dutra, 32, que vinha sendo procurado pela polícia, foi encontrado morto por enforcamento na tarde de ontem em uma fazenda às margens da Rodovia Assis Chateaubriand, entre as cidades de Miguelópolis e Guaíra.
O setor de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca conseguiu provas da participação de Dutra na morte do próprio pai, o pedreiro Miguel Lúcio Dutra, 63, ocorrida no último sábado, na Vila Raycos.
O pedreiro morava com o filho em uma residência de fundos, na Rua Salvador Mazini. Sábado, por volta das 6 horas, a dona de casa NFR, 59, que alugava o imóvel para Miguel Dutra, escutou gemidos vindos do interior do imóvel e chamou por ele. Como não obteve resposta, a mulher chamou a Polícia Militar e a UR (Unidade de Resgate) do Corpo de Bombeiros.
A casa não tinha sinais de arrombamento e a porta estava trancada com cadeado pelo lado de fora. O pedreiro estava deitado em sua cama, em meio a grande quantidade de sangue. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu e deu entrada no Pronto-socorro “Doutor Janjão” já sem vida.
A DIG começou a traba-lhar no caso ainda no sábado. O filho da vítima era o principal suspeito e a polícia afirmou ter reunido provas - não divulgou quais - que apontavam sua participação no crime.
Hoje, segundo o delegado da DIG Márcio Garcia Murari, seria solicitada a prisão preventiva do desempregado, mas com sua morte, ontem, o caso será dado por encerrado.
José Márcio foi localizado por moradores da fazenda, pendurado pelo pescoço por uma corda amarrada em uma árvore. A identificação foi feita através de documentos e o corpo liberado após a perícia.
O sepultamento não havia sido definido até o fechamento desta edição.
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