Sindicatos se reúnem, mas não fecham acordo


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Representantes dos Sindicatos das Indústrias e dos Sapateiros se reuniram ontem na Delegacia Regional do Trabalho para mais uma rodada de negociação. O encontro terminou sem acordo. Pelo Sindifranca, o motivo é a intransigência do Sindicato dos Sapateiros quanto à implantação do banco de horas na indústria. "O banco de horas não vai resolver o problema do setor, mas é uma ferramenta eficaz e prevista em lei. Infelizmente eles mantêm a posição de não conversar a respeito, alegando que a categoria não aceitou", disse Mauro Bassi, advogado do Sindifranca. Os representantes dos sapateiros alegam que a decisão é da categoria e se diz pronto a fechar o acordo, desde que não se discuta o banco de horas. "Apresentamos uma nova proposta em assembleia, retiramos da discussão vários pedidos, tudo para chegarmos à assinatura do acordo", disse Paulo Afonso Ribeiro, presidente do Sindicato dos Sapateiros. Quanto ao banco de horas, ele é taxativo. "Não tem acordo com esse mecanismo". A data-base da categoria é 1º de fevereiro. Na semana passada, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Campinas concedeu prazo até 24 de abril para que os sindicatos firmem um acordo. Caso até lá isso não aconteça, caberá à Justiça decidir sobre o assunto. Os sapateiros pedem 7,5% de reajuste e piso de R$ 565. O Sindifranca oferece 6,5% e R$ 554, respectivamente.

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