Prazo para Samello pagar demitidos vence na quinta


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Vence na próxima quinta-feira, 2 de abril, o prazo para que a Calçados Samello quite mais de R$ 4,2 milhões de dívidas com ex-funcionários. Caso não levante os recursos até a data, imóveis do Grupo poderão ir a leilão. Uma fazenda em Uberaba (MG) e um prédio no Centro de Franca já estão condicionados como garantia de pagamento. Os valores dos bens não foram revelados. No mais recente encontro entre o Sindicato dos Sapateiros e diretoria da Samello - realizado há duas semanas - a empresa alegou que não conseguiu aporte de recursos para pagar os trabalhadores. Se a situação permanecer a mesma até quarta-feira, o sindicato convocará uma assembleia de trabalhadores para propor o leilão dos bens na Justiça e, assim, quitar as dívidas. “Não podemos dar mais prazo. Acabou. A saída será levar os imóveis a leilão”, disse Pedro Nogueira, secretário jurídico do sindicato. Segundo ele, como os bens estão garantindo o pagamento da dívida, não existe mais a ameaça da falência da empresa. Pelo processo de recuperação, a Samello teria de concluir o pagamento das rescisões contratuais aos seus mais de 1,6 mil ex-funcionários em julho de 2008. À época, a empresa pediu e os trabalhadores concederam mais prazo para que ela vendesse bens. Desde então, foram pagos R$ 2 milhões obtidos com a venda de um terreno no Parque Progresso. Em entrevista ao Comércio no mês de janeiro, o presidente da Samello, Miguel Sábio de Mello Neto, informou que a fazenda de Uberaba já estaria à venda justamente para quitar a dívida trabalhista. Procurado por seis vezes na quinta e sexta-feira passadas, ele não atendeu à reportagem e não respondeu aos recados deixados com a secretária. <b>Ouça aqui a reportagem de Renata Modesto:</b> <embed src="http://media.entertonement.com/embed/PlayerText.swf" id="1_7efcf798_1d2e_11de_9887_0015c5f4d4ea" name="PlayerText" flashvars="meta_url=http%3A%2F%2Fwww.entertonement.com%2Fclips%2Fvfzyptrkmh.query&id=1_7efcf798_1d2e_11de_9887_0015c5f4d4ea&auto_play=0" width="304" height="30" style="display: block; margin: 10px auto; text-align: center;" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" allowFullScreen="false"></embed><a target="_blank" href="http://www.entertonement.com/clips/vfzyptrkmh--15173?ht_link=1_7efcf798_1d2e_11de_9887_0015c5f4d4ea"><img alt="Blank" border="0" height="0" src="http://www.entertonement.com/widgets/img/clip/vfzyptrkmh/1/1_7efcf798_1d2e_11de_9887_0015c5f4d4ea/blank.gif" style="visibility: hidden; width: 0px; height: 0px; margin:0; padding:0; float:right" width="0" /></a> <i>*Se não conseguir ouvir o áudio, clique <a target="_blank" href=" http://www.entertonement.com/clips/vfzyptrkmh--15173"><u>aqui</u></i></a>. HISTÓRICO A Samello encerrou a produção em 16 de outubro de 2006. As demissões ocorreram em novembro, mesmo mês em que a Justiça decretou a recuperação judicial da empresa. Sua dívida beirava a casa dos R$ 90 milhões. Aos funcionários de Franca e da Santa Rita (PB), a Samello devia mais de R$ 8 milhões. Em fevereiro de 2008, após 15 meses sem produzir, a diretoria chegou a anunciar a contratação de 40 funcionários e a retomada da produção. A expectativa era chegar ao fim do ano com uma produção diária de 2 mil pares de calçados, mas os planos foram adiados. Atualmente a empresa terceiriza a produção dos sapatos para abastecer as lojas franqueadas e alguns clientes das multimarcas do mercado varejista. São produzidos diariamente de 200 a 300 pares, número ainda distante dos 12 mil pares que chegou a fabricar no seu auge.

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