‘Me assustei. Pensei que fosse morrer ali’


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Kétima Santana Fonseca, 14, escapou com vida do desastre ocorrido no dia 28 de março de 2008. Ela quebrou a perna, teve a bacia esmagada e passou quase três meses internada em Franca. Um ano depois, ainda anda de cadeira de rodas. "Ela tem muitas dificuldades. Por conta da gravidade das lesões, o processo de recuperação é demorado. A Kétima continua recebendo atendimento médico, psicológico e faz fisioterapia duas vezes por semana", contou a assistente social Sílvia Resende. A sobrevivente mora com a mãe e três irmãos em uma casa da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), no bairro Mário Beni, em Rifaina. A mãe é separada do marido e depende da ajuda da prefeitura. Com dificuldades para se expressar, Kétima disse que está se recuperando. "Estou bem, estou feliz, mas não consigo andar. Meu pé está inchado". Ainda com cicatrizes no corpo, a garota falou sobre o acidente. "Eu estava indo para a escola e o caminhão bateu de frente com força. Eu machuquei muito. Quebrei a bacia. Doeu muito e fiquei assustada. Pensei que fosse morrer". Kétima se lembra com saudades dos amigos que perdeu. "Tinha a Isabel, o Laercinho o Gean... Sinto falta deles". A garota afirmou que tem medo e que não pretende mais voltar a estudar na Apae em Franca. Sua mãe apoia a ideia. "Pensei que ela tinha morrido, mas Deus foi muito bom para mim. Para Franca, ela não volta mais. O aperto que passei, não desejo para ninguém passar", disse Euripa Adriana Santana, mãe de Kétima.

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