Autorizado início das obras na curva da morte


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Um ano após a tragédia, pouca coisa foi feita para melhorar a segurança no trecho da Rodovia Cândido Portinari conhecido como curva da morte. Cobrado pelo Ministério Público, o DER (Departamento de Estradas e Rodagens) reforçou a sinalização na descida da serra, colocando placas de orientação, sonorizadores na pista e luminadores sobre a mureta de concreto. Na quinta-feira, 26, quando faltavam dois dias para o aniversário da tragédia, o governo do Estado assinou contrato com a Leão Engenharia S/A para a realização da obra de correção do traçado da pista. Em entrevista exclusiva ao Comércio, o secretário de Estado dos Transportes, Mauro Arce, afirmou que a empresa tem um ano para construir os três viadutos previstos. O serviço está orçado em R$ 29 milhões. Comércio - Após a tragédia do ano passado, o que o governo do Estado fez para melhorar a segurança na pista? Mauro Arce - Infelizmente, antes deste acidente ocorreram outros. Este assunto, quando o governador José Serra (PSDB) assumiu, estava totalmente pendente. Por uma decisão do governador, partimos para fazer, de forma definitiva, a mudança da situação. Não quero discutir o que causou o acidente, se foi a estrada ou se foi o motorista. Queremos dar um basta nisso. Primeiro, foi feito um projeto e, hoje (quinta-feira), foi assinado o contrato para que a gente possa começar, imediatamente, a construção de uma nova pista com 3,4 quilômetros entre os quilômetros 456 e 459. A estrada será duplicada neste trecho, que envolve a chamada curva da morte. Comércio - O que falta para a empreiteira começar as obras? Mauro Arce - A partir da assinatura do contrato, precisamos emitir a nota de serviço, que é a autorização para eles começarem a obra. O prazo para a conclusão é de um ano após a entrega da nota. Isto, deve acontecer já na próxima semana. Portanto, em abril do ano que vem, salvo imprevistos, o serviço deve estar pronto. Comércio - O que será feito no local? Mauro Arce - Serão construídos três viadutos e uma pista completamente nova. A pista atual será usada como mão única para subir a serra. No futuro, toda a estrada será duplicada. Estamos estudando a possibilidade de uma concessão para que o serviço seja feito a partir do trecho onde termina a atual concessão (saída de Franca para Cristais Paulista) até a divisa com Minas Gerais. Comércio - O senhor acredita que problemas serão resolvidos? Mauro Arce - Sabemos que os acidentes ocorrem por uma série de fatores, envolvendo estradas, veículo e condutor. Temos estradas duplicadas na região onde acontecem acidentes. Há casos filmados em que o motorista entrou na contramão. Eu diria que as condições técnicas da pista serão totalmente diferentes. Uma colisão frontal, como a que tivemos, não acontecerá mais. O fator estrada ficará resolvido, o que reduz consideravelmente a possibilidade de haver este tipo de acidente. Mas os motoristas também precisam se conscientizar.

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