Terminou mal a passagem de um sapateiro francano de 24 anos que viajou com um quilo de cocaína para a Europa. Na última segunda-feira, data de seu aniversário, ele embarcou no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, com destino a Bruxelas, na Bélgica, com conexão programada para a cidade de Milão, na Itália.
Como não tinha visto de entrada na Itália, o sapateiro foi barrado e imediatamente deportado para o Brasil. Sua mala foi despachada para o destino de sua viagem. Lá, sem o dono, ela foi despachada para o Brasil.
Ao retornar a São Paulo, na tarde de ontem, ele embarcou em um ônibus de sacoleiros com destino a Franca. A Polícia Militar recebeu uma denúncia anônima informando que uma pessoa havia embarcado na capital paulista e provavelmente estaria transportando entorpecentes.
De posse da informação, militares francanos monitoraram a chegada do ônibus à cidade, que ocorreu por volta das 22 horas de ontem. O sapateiro, que já era conhecido nos meios policiais por traficar drogas, desembarcou e imediatamente chamou um táxi. Acabou abordado.
Após ser revistado, o sapateiro foi levado até a sua residência no Jardim Portinari, onde foi encontrada uma balança de precisão e diversas embalagens para entorpecentes. Ao ser interrogado pelos policiais sobre os motivos de sua viagem para a Bélgica, o sapateiro admitiu ter levado um quilo de cocaína para a Europa.
Durante a conversa com os PMs, o carro da empresa aérea chegou ao local para devolver a mala do sapateiro. Imediatamente, a bagagem foi aberta e a droga, avaliada em R$ 90 mil, encontrada. Ela estava dividida em dois pacotes junto com embalagens de café.
Imediatamente, os militares deram voz de prisão ao sapateiro. O rapaz tentou despistar dizendo que a droga lhe foi entregue por um desconhecido em São Paulo. Após a elaboração do boletim de ocorrência, foi encaminhando para a cadeia do Jardim Guanabara, onde ficará à disposição da justiça.
O caso deverá receber maior atenção por parte das autoridades locais, uma vez que envolve tráfico internacional. A dúvida é saber como e quem o “recrutou” para fazer o trabalho de “mula” de traficantes ao preço de R$ 15 mil por viagem.
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