O último tópico da palestra do promotor Paulo Borges foi reservado ao debate sobre o direito de informar dos órgãos de comunicação, o direito à preservação da imagem do cidadão e a relação entre o Ministério Público e a imprensa.
O jornalista Corrêa Neves Júnior citou casos em que o jornal e a rádio se veem impossibilitados de dar nomes ou descrever situações envolvendo o cotidiano das reportagens porque seus protagonistas, invocando o direito à imagem, processam as empresas com pedidos de reparação.
Fazendo interpretação do que diz a lei sobre o assunto, o promotor disse que órgãos de comunicação podem informar seu público e, ao mesmo tempo, diminuir as possibilidades de sofrer uma ação judicial.
Logo em seguida, destacou a ligação entre promotores e jornalistas. “Estamos em um momento de repensar limites, mas o direito à informação está garantido”, acredita.
Ao final, antes de seguir para um almoço com os jornalistas, Paulo Borges afirmou que não é pretensão do Ministério Público ser a solução para tudo. “Em 1988, apressados disseram que o MP seria o quarto poder da nação. Eu não tenho nenhuma dúvida de que o quarto poder é a imprensa”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.