Os arquitetos francanos também demonstram estar atentos à tendência da bioarquitetura e do ecodesign. Um dos profissionais que se destacam é Sérgio Machado. Acreditando que o ecologicamente correto é uma tendência que vem aumentando principalmente após o “apagão” de 2001, ele busca constantemente reduzir os impactos da construção civil na natureza.
Para esta matéria, ele apresenta a ilustração de um edifício para escritórios que ainda está em construção. Nas janelas do prédio são usadas brises de madeira reflorestada que impedem a passagem do calor, mas ainda assim permitem o aproveitamento da luz natural solar - economia de luz elétrica, ventilador e ar condicionado. “Esse mesmo prédio possui aproveitamento de águas pluviais para rega de jardins, lavagem de carros e calçadas”, explica.
Além disso, ele indica alguns móveis que, além de serem à base de produtos bons para o meio ambiente, deixam a casa mais elegante (veja nesta página). “As possibilidades são amplas, variando desde o uso de móveis ou objetos usados reformados, passando pelos móveis novos produzidos com materiais certificados, madeiras de origem de reflorestamento, fibras de coco, bananeira, chifre, tecidos ecológicos, alumínio, etc., até chegar aos objetos de arte produzidos com recicláveis ou compostos a partir de materiais descartados, como peças de automóveis, sobras de construção, DVDs, entre outros”, explica.
Também aderindo à “onda verde”, o arquiteto Ivo Indiano comenta que nos últimos quatro anos todos os seus projetos trazem essa visão ecológica na sua concepção. Praticamente todas as casas que ele planeja incluem sistema de reaproveitamento de água - e divisão para diferentes usos na residência - aquecimento de água com energia solar e aplicação de madeiras reflorestadas.
Indiano recentemente concluiu uma casa onde foram aplicadas telhas de cimento em vez de cerâmica. “É uma residência moderna, mas ao mesmo tempo evita o desperdício de madeira. Além de tudo, esses projetos tendem a ficar mais baratos”.
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