Familiares bancavam advogada em Sumaré


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Adriana Telini estava escondida em Sumaré havia quatro meses. Após fugir de Franca, passou a morar com o noivo na periferia de Campinas. No dia 15 de novembro, Luciano dos Santos Gonçalves, o “Zé Pequeno”, foi preso em uma casa do Jardim Santa Mônica, onde morava. Na oportunidade, a polícia alegou não ter encontrado a advogada. Ao notar que o cerco contra ela estava se fechando, mudou-se para Sumaré, cidade de 210 mil habitantes vizinha a Campinas. Foi no começo de dezembro que alugou a casa de número 233 da Rua João Antônio Soares, Jardim Bom Retiro, bairro de classe média. A residência em que se escondia é nova, de bom padrão e toda fechada por muros altos e um portão de madeira grande. Foragida, estava impedida de advogar. Adriana Telini disse aos policiais que quem pagava o aluguel e suas outras despesas era seu pai, a quem disse que - assim como a mãe - não se encontrava havia tempos. Segundo a polícia, recebia visitas frequentes de mulheres, principalmente à noite. Homens não eram vistos no local. Sempre conversava com o noivo, Luciano. Na quarta-feira, 18, teria ido visitá-lo na penitenciária e levado uma sacola com alimentos. Adriana Telini morava sozinha na casa em que foi presa. Policiais encontraram roupas de criança e brinquedos em um dos cômodos. Ela disse aos investigadores que tinha um filho, mas que ninguém iria vê-lo. Há um mês, contratou a empregada Regina para ajudar a cuidar da casa. Não imaginava que justamente a doméstica revelaria sua verdadeira identidade à polícia.

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