Histórias das vovós


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Toda criança gosta de ouvir histórias. A fantasia lhes é saudável e necessária como o ato de brincar e isso ajuda a exercitar sua imaginação. Quem de nós, quando crianças, não gostava de ouvir histórias contadas pelas nossas avós? Tempo bom, quando família tinha algum significado, funções definidas, união e respeito. Bons tempos aqueles em que as vovós contavam histórias, inventavam histórias e tomavam o café da tarde com os netos. E os compreendia muito mais dos que as mães. É claro que afrouxavam o cabresto da criançada, mas nunca concordavam com tudo o que elas queriam fazer. As vovós antigas sabiam ralhar. E eram respeitadas por isto. E, sem dúvida, por causa disto. Quase todas elas declamavam poemas, deitavam galinhas para tirar pintinhos e sabiam cantar. E a gente aprendia com elas. E quem disse que as vovós de antigamente não tinham defeitos? Claro que tinham. Minha avó Anita não ficava um dia sem jogar no bicho. Avó moderna só tem na ponta da língua o último capítulo da novela das oito. Crescemos. Não acompanhamos mais as histórias inocentes dos tempos da infância. Sinto que perdemos aquela cultura contada pelos antigos, não apreciamos mais a beleza com o coração. A nova geração está ligada em “coisas de adultos”. Hoje é comum, na era do conhecimento e da cibernética, os pais ficarem alheios e inteiramente absortos atrás de jornais e telas de computador. Saem de casa quando os filhos ainda dormem e voltam quando estão dormindo. Estão sempre ausentes, mesmo presentes. Não há diálogo, nenhuma história contada aos filhos, como aquelas que ouvíamos em nossa infância da Branca de Neve e os Sete Anões, dos Três Porquinhos ou do Chapeuzinho Vermelho. Essas belas histórias contadas pelos mais velhos desempenhavam papel importante na educação das crianças: davam-lhes os elementos necessários para a compreensão da realidade. Através de suas histórias, seus “causos”, fábulas, lendas etc., o contador apresentava uma visão do mundo, com seus conflitos humanos e sociais, com suas lições de vida, às quais o ouvinte iria recorrer em algum momento de sua vida. Mesmo hoje, diante de toda a parafernália eletrônica os contos de fadas mantêm esse encanto. São novelas infantis. Por isso sempre vão dar ibope, até porque, os sentimentos humanos, desde que o mundo é mundo, são sempre os mesmos. Infelizmente tudo está mudado, não há diálogo, a mensagem é de abandono. As histórias contadas pelas nossas avós perderam-se no tempo. Vivemos uma turbulência emocional, beiramos ou entramos facilmente no estresse, devido a diversos fatores cotidianos. Faz-se história com um clique no mouse. É preciso lutar para reviver aquele mundo mágico que tanto nos encantou e continua a nos encantar. Procurar entender que a magia de narrar uma história na hora de dormir é essencial para a alma, pois o tempo da infância, que não volta mais, na verdade, estará sempre conosco, em nossas lembranças, quando o fim da tarde nos encontrava sujos e enlameados, porém felizes, esperando a hora de tomar o banho, jantar e ir para a cama, ouvir as boas e velhas histórias que nossas avós nos contavam... POLÊMICA CONTINUA A maioria dos juristas e advogados alega que o motorista que se nega a fazer o teste do bafômetro se vale de um preceito constitucional - ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo. Mas há controvérsias. Alguns acham que a obrigatoriedade é legítima e constitucional, porque o principal objetivo do uso do bafômetro não é o de incriminar pessoas, mas prevenir um crime, evitar um acidente. Durma-se com um barulho desses. FILÓSOFO Do cantor Daniel, que atua no filme O Menino da Porteira: “Eu olho para o cavalo e me vejo nele”. Faltou ouvir a opinião do cavalo. CONTRASTE O presidente Lula, baixinho, atarracado e de barba, diante de grandalhões americanos como o presidente Barack Obama, parece aqueles anões de cimento que alguns bregas adotam para enfeitar jardins... NEGATIVO Quando vamos pagar algo no supermercado e o troco envolve centavos geralmente não somos levados a sério, eles sempre acham que somente nós podemos perder. Minha compra importa em troco de R$ 5,38: se o caixa me devolvesse R$ 5,40 eles perderiam dois centavos. Entretanto, quase como regra, o troco é de R$ 5,35. Ou seja, eu posso perder três centavos, mas eles não podem perder dois. A culpa é nossa, que não reclamamos. POSITIVO Thomaz Tardivo envia convite para a queima do Judas que vai acontecer Sábado de Aleluia, 11 de abril, 12 horas, em frente ao Clube dos Bagres. A tradição já tem 54 anos. O boneco a ser queimado simboliza o ex-presidente norte-americano George Bush. O testamento já está pronto. Estamos incluídos e vamos receber o palácio como herança. Nessa época de crise, não dá pra se queixar. Nossos agradecimentos ao amigo Thomaz Tardivo pela lembrança. SANDUÍCHE DE ELEFANTE Numa lanchonete do interior, o dono, que decidira fazer ele próprio a publicidade do lugar, colocou um anúncio dizendo: “Temos todo tipo de sanduíche”. Cliente zombeteiro, vindo da capital, pede: “Por favor, eu queria um sanduíche de elefante!” O dono hesita e, depois de refletir um pouco, pergunta em voz alta: “Mais alguém quer sanduíche de elefante?” Como ninguém responde, vira-se para o freguês e se justifica: “Sinto muito, mas não posso abrir um elefante só para o senhor”... Edward de Souza Jornalista e radialista - edward@comerciodafranca.com.br

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