Pássaros, borboletas, lagartas, garças, campos, noites, luar, pôr-do-sol, flores contrastam com a derrubada e comercialização de madeira, assoreamento de córregos e o lixo. Todo o ecossistema ao redor da Lagoa do Espraiado, conhecida também como Represa do Castelinho, e os problemas que as nascentes da zona sul de Franca enfrentam, foram captados pelas lentes do fotógrafo Divaldo Moreira, que lança hoje, às 20h30, no auditório "Jornalista Corrêa Neves", o livro Nascentes do Espraiado.
A publicação de 55 páginas tem patrocínio da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e apoio do GCN (Grupo Corrêa Neves de Comunicação). "Em relação a parcerias e patrocínios referentes a questões ambientais ligadas à preservação, a Sabesp procura dar a sua contribuição. Para nós é uma alegria que um fotógrafo que produz coisas tão maravilhosas como o Divaldo, agora exiba um material como esse que fala das nascentes do Espraiado, um dos córregos que cortam a nossa cidade", afirma João Baptista Comparini, superintendente regional da Sabesp.
Ele acrescenta. "Essa obra de qualidade excepcional é um trabalho que permanecerá nas escolas e instituições. As fotos significam uma sementinha plantada na cabeça de quem as observar."
Aos 33 anos, sendo quase quatro como fotógrafo do Comércio, Divaldo conta que esse trabalho começou no início dos anos 1990, simultaneamente à carreira. "Sempre gostei de fotografar a natureza. Nesta época, quando eu trabalhava como assistente de estúdio, pegava a câmera do meu primo emprestada nos fins de semana e fotografava despretenciosamente", recorda.
Nos últimos anos Divaldo percebeu que tinha material suficiente para publicar um livro. De 70 imagens escolheu criteriosamente 28, que foram dispostas em três capítulos chamados de Verde, Azul e Amarelo. "A Lagoa do Espraiado é formada por matas ciliares e nascentes que dão vida ao ecossistema da região rica em luz e beleza", afirma Divaldo.
O Espraiado é extenso e ocupa os bairros Jardim Noêmia, Jardim Parati, Parque Santa Hilda, Jovita de Mello, Vila Hípica, Recanto Elimar, Jardim Flórida, Vila Europa e Parque Castelo. O trabalho do fotógrafo vai além do registro das imagens: alerta a população para os problemas que as nascentes enfrentam. "O acúmulo de lixo e a destruição das matas ciliares contribuem para o assoreamento dos leitos dos córregos e soterramento de nascentes", ressalta Divaldo, afirmando que a região é ignorada pela população francana. "Através das imagens quero chamar atenção das pessoas. Ali vivem pássaros e animais e o ambiente precisa ser preservado."
O fotógrafo se emociona quando questiona: "Que mundo queremos deixar para os nossos filhos?". "O homem vive um dilema: como se desenvolver economicamente sem destruir a natureza. Tem muita gente que pensa que para defendê-la tem que pular na frente de um barco para impedir que uma baleia seja morta. Nós temos que começar a preservar o que está ao nosso alcance", diz.
<b>Ouça abaixo o fotógrafo Divaldo Moreira:</b>
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<i>*Se não conseguir ouvir o áudio, clique <a target="_blank" href=" http://www.entertonement.com/clips/djgyhmtvtj--10556"><u>aqui</u></i></a>.
Quem tiver interesse em adquirir o livro Nascentes do Espraiado pode entrar em contato com o fotógrafo Divaldo Moreira pelos telefones (16) 7811-1759 e 9121-3372 ou pelo e-mail divaldomoreira@uol.com.br.
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