Bata de grife


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Houve um tempo em que batas indianas, masculinas e femininas, eram sinônimo de rebeldia, de contestação da moda e dos valores. Não, não me refiro aos anos 60. Em seus tempos de universitário (não faz tanto tempo), este colunista também se amarrava nessas vestes rústicas. São lembranças de poemas espalhados pelas paredes e manifestações contra a guerra no Iraque. Hoje não dá mais, como ficou comprovado na balada Zé Brasil. Uma tenda que vendia roupas indianas apresentava batas simples ao preço de mais de R$ 70. É mole? Bata não é mais uma coisa despojada, uma peça somente descolada. Está mais cara que roupa de marca. Hoje só é “riponga” quem pode.

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