Comissão barra 23 inscritos para disputar vaga no Conselho Tutelar


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<b>ROTINA PESADA </b>- O promotor da Infância e Juventude, Augusto Soares de Arruda Neto, diz que cargo não pode ser visto como cabide de emprego
<b>ROTINA PESADA </b>- O promotor da Infância e Juventude, Augusto Soares de Arruda Neto, diz que cargo não pode ser visto como cabide de emprego
Quase a metade dos candidatos inscritos para disputar as eleições para o Conselho Tutelar de Franca não atendeu os requisitos exigidos pelo edital e teve o pedido indeferido. São pessoas alvo de ações na Justiça, que têm protesto no cartório, sem escolaridade ou que não têm experiência alguma na defesa dos direitos das crianças e adolescentes. Cinco novos conselheiros serão escolhidos em maio. O salário é de R$ 2,3 mil. A escolha é feita seguindo todos os trâmites de uma eleição convencional. Os candidatos fazem campanha e são eleitos pelo voto popular. Todos os eleitores com domicílio em Franca podem comparecer às urnas e escolher um candidato para um mandato de três anos. O processo eleitoral de 2007 teve 32 candidatos e envolveu 92 pessoas, entre mesários, organização e equipe de apuração. Foram contabilizados mais de sete mil votos. A próxima eleição está marcada para o dia 23 de maio nos dois prédios do Uni-Facef. A apuração acontecerá no Ginásio do Champagnat. O período de inscrição se encerrou no dia 12 de fevereiro e 55 pessoas se candidataram. Na manhã de ontem, a Comissão Eleitoral do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente se reuniu para avaliar a documentação apresentada pelos candidatos. Após a triagem, 23 inscrições foram indeferidas por não cumprirem as regras eleitorais. “Agora, vamos estabelecer porque o pedido não foi aceito para abrir a possibilidade de o candidato recorrer ao Judiciário. Todos os que apresentaram problemas serão notificados”, disse o secretário de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto. Bancado pela Prefeitura, o salário de um conselheiro é de R$ 2.362.31. A remuneração equivale a de gerente de serviços, a 4ª maior na hierarquia da administração. “A função de conselheiro é de grande importância e o candidato precisa ter idoneidade moral, conhecimento e o mínimo de aptidão para defender os interesses da criança e do adolescente. O cargo não pode ser visto como um cabide de emprego. Tem que ser visto como uma missão, um sacerdócio”, comentou o promotor de Justiça, Augusto Soares de Arruda Neto.

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