Emoção para toda a vida


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Nádia Inácio Cintra se apaixonou pelo violino quando ouviu o som pela primeira vez
Nádia Inácio Cintra se apaixonou pelo violino quando ouviu o som pela primeira vez
Nádia Inácio Cintra, 11, tinha sete anos quando viu uma apresentação do Projeto Guri pela primeira vez, na Praça Nossa Senhora da Conceição, em Franca. A mãe, Eliana Inácio Cintra, 40, conta que a filha ficou encantada com o som que saía do violino de um menino que se apresentava naquele dia. “Ela disse que queria aprender a tocar. Acreditei no desejo dela e comprei um violino”, disse Eliana. Elas foram até o Projeto Guri para fazer a matrícula, mas Nádia ainda não tinha idade suficiente e precisou esperar até completar oito anos. “Era o que ela queria. Quando eu ia buscá-la ficava da rua ouvindo o som que saía daquele instrumento. Aquilo me emocionava”. Emoção de verdade Eliana sentiu no dia em que viu a filha tocar pela primeira vez. “Ela estava no projeto há seis meses. Era uma apresentação para o Dia das Mães. A Nádia tocou a música do Roberto Carlos <i>Como é grande o meu amor por você</i>. Foi uma emoção muito grande que nunca vou tirar do meu coração”. A dedicação de Nádia levou os pais a presenteá-la com um violino profissional no Dia das Crianças, em outubro do ano passado. “Ela leva a música muito a sério e sempre a apoiamos. O meu sonho é vê-la tocar na Orquestra Sinfônica de Franca”. Enquanto esse dia não chega, Nádia toca em todas as reuniões de família. Ensaiar só no Projeto não é suficiente para ela. Os 40 minutos de ensaios diários em casa são sagrados.

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