Praça Barão


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Ficar de olho em cada detalhe e contar a você tudo que de relevante acontecer é o melhor que posso fazer. É com este espírito que, a partir de hoje, assumo este espaço. Imagine você se sentar num banco da Praça Barão e tentar resumir tudo o que se ouve por ali. Historicamente, a referida praça é ponto de encontro de gente de todo o tipo em Franca e, por essa razão, é o local em que diferentes informações surgem de maneira plural, rápida, democrática e, quase sempre, um tanto anárquica. Naquela praça, as notícias costumam circular antes mesmo de se tornarem fato. É com essa ambição de antecipar acontecimentos, captar opiniões e difundir impressões principalmente sobre - mas não apenas - política que o Comércio lança hoje essa coluna. A diferença, fundamental para o leitor, será o critério de seriedade que difere o nosso noticiário dos "informes" da Praça Barão. Tudo que se escrever aqui será resultado de um trabalho sério e incansável de apuração jornalística. É notícia exclusiva, quente, de bastidores. Mas nunca será um boato infundado. Pretendo trazer a vocês o que normalmente escapa ao público de forma geral, especialmente os detalhes que agitam - e muitas vezes, definem - o universo político e empresarial de Franca e região. Trago na bagagem de mais de uma década de jornalismo impresso a cobertura de cinco eleições e a visita de dois presidentes da República à região. Tive chance de entrevistar todos os últimos governadores paulistas, de Mário Covas a José Serra, passando por Geraldo Alckmin e Cláudio Lembo. Participei de debates, sabatinas, entrevistas e comícios de candidatos a vereador, prefeito, deputado e senador. Acompanhei a euforia de alguns eleitos e a dececpção de muitos derrotados. Valorizo, acima de tudo, o furo, a notícia que ninguém mais tem. Foi perseguindo uma delas, surgida como boato inconsistente, que consegui, na última semana, ser expectador privilegiado - e narrador praticamente exclusivo - da confusa disputa de poder instalada na vizinha cidade mineira de Ibiraci. Entre idas e vindas, houve um prefeito e um vice cassados, um presidente da Câmara alçado à condição de chefe do Executivo e, menos de três dias depois, o retorno de tudo ao estado original. Tudo isso o leitor acompanhou aqui no Comércio. Num ano político como este em que nos encontramos, espero conseguir trazer aos leitores, semanalmente, os fatos mais relevantes deste universo que, além de interessante e sedutor, é também fundamental. Afinal, por menos que os políticos brasileiros de quaisquer partidos ou matizes ideológicas nos provoquem admiração, é fato que cabe a eles muitas das ações que afetam o presente - e podem definir nosso futuro. Ficar de olho em cada detalhe e contar a você tudo que de relevante acontecer é o melhor que posso fazer. É com este espírito que, a partir de hoje, assumo este espaço. A todos, muito obrigado. <b>PÂNICO GERAL</b> A cassação do prefeito de Ibiraci (MG), Ismael Cândido (PT), apavorou políticos que administram cidades do lado de cá da fronteira. Apesar da medida liminar que o reconduziu ao cargo, o temor é de que juízes se animem e passem a emitir decisões do tipo. Dois prefeitos da região são acusados de irregularidades pelo Ministério Público. Clarindo Ferracioli (PSC), o “Belão”, de Restinga, é alvo de seis ações que apuram denúncias de contratação irregular e falsificação de notas, ainda em trâmite na Justiça. A promotoria também abriu um inquérito para investigar se Zé Dito (PSDB), de São José da Bela Vista, fez contratação irregular e se está praticando nepotismo. Em 2008, Hélio Kondo (PMDB), de Cristais Paulista, foi acusado de compra de votos, mas a Justiça julgou a ação improcedente por falta de provas. <b>TIROS NO CARRO</b> Se alguém perguntar, ele vai negar. É que o caso corre em segredo de Justiça. Mas o fato é que há cerca de quatro meses, quando retornava de Belo Horizonte, o prefeito de Ibiraci, Ismael Siva Cândido (PT), foi alvo de um atentado perto de Passos (MG). O carro em que estava levou quatro tiros. Ninguém se feriu. Em 2009, Ismael recebeu três ameaças de morte. <b>FÉRIAS DE INVERNO</b> O vereador Jépy Pereira (PSDB), líder do prefeito na Câmara de Franca, iniciou um movimento, ainda silencioso, para convencer os colegas de plenário a aprovar uma lei suspendendo as sessões no mês de julho. Por se tratar de proposta indigesta em um ano eleitoral, o tucano ainda não conseguiu as assinaturas necessárias. O recesso de férias foi abolido em 2006. Atualmente, os vereadores ficam de férias de dezembro a fevereiro. O salário mensal é de R$ 4,8 mil. <b>FRITURA E BONANÇA</b> Enquanto esquenta o óleo da frigideira na Prefeitura - o secretário que seria demitido ganhou uma sobrevida - em outros setores da municipalidade parece reinar um céu de brigadeiro. Dois secretários que não se bicavam fizeram as pazes e se tornaram “os melhores amigos de sempre” da semana. Sebastião Ananias (Finanças) e Jerônimo Sérgio (Administração) se reaproximaram após a reintegração judicial do último, que se aposentou e sofreu ameaça de exoneração, mas permaneceu no cargo por decisão do prefeito. <b>SONHO MEU</b> O empresário e professor universitário André Jorge esteve no Comércio, na última sexta-feira, e afirmou que é pré-candidato a deputado federal pelo PP. Ele fez muitas previsões e apresentou uma equação onde todas as incógnitas conspiram a seu favor. Em sua tese, Paulo Maluf e Celso Russomano vão repetir o desempenho obtido em 2006, quando receberam juntos mais de um milhão de votos, derrubando, assim, a linha de corte do PP. Com isto, ele acredita que poderá ser eleito se tiver entre 25 e 30 mil votos. Falta combinar com os eleitores. <b>PERFUME</b> Um comerciante do setor de perfumes não esconde que gostaria de ser indicado para concorrer à sucessão de Sidnei Rocha. Na falta de lideranças políticas na cidade, ele acredita ser opção. Na Praça Barão, dizem que são fortes as resistências a essa pretensão. A começar, do próprio chefe. <b>Edson Arantes</b> <i>Jornalista</i> edson@comerciodafranca.com.br

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