Os gritos de dor de Maria Aparecida Leandro, uma senhora de 83 anos, podem ser ouvidos por quem passa na rua. Desde que amputou quatro dedos do pé esquerdo, no dia 4 de fevereiro, ela tem vivido acamada e com fortes dores. Maria Aparecida geme o tempo todo e quando a dor aumenta, grita e chora. Não consegue sequer dormir. Ela mora com duas filhas e dois netos no Leporace III. “Sinto muita dor. Grito a noite inteira”.
Maria Aparecida descobriu os problemas de circulação há sete anos. Feridas aparecerem no pé direito e infeccionaram. Foi preciso amputar todos os dedos. Agora as lesões voltaram, no pé esquerdo, e ela corre risco de ter de amputar a perna. Ela precisa tomar um medicamento para evitar infecções (unasyn), mas ainda não conseguiu na rede pública e a família diz não ter condições de comprar. “Se ela não tomar esse remédio, vai ter de cortar a perna”, disse a neta Iara Souza, 24. O Comércio encontrou o medicamento por R$ 82, em média, a caixa com dez comprimidos. Ela, que vive com benefício de R$ 510 mensais, tem de tomar três por dia. Maria Aparecida ainda precisa de fraldas (tamanho M) e leite.
O secretário de Saúde Alexandre Ferreira disse que o unasyn não é um medicamento padronizado no município, mas a paciente pode solicitá-lo à rede pública e, após avaliação social, poderá conseguir o medicamento. Maria Aparecida mora na Avenida Ivete Vargas, 1095, no Leporace III.
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