OAB deve ouvir hoje depoimento de agredidos


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Após uma série de reportagens publicadas pelo Comércio, relatando o drama vivido por 12 pessoas que moram em condições sub-humanas em uma construção inacabada, suja e sem nenhuma higiene na Avenida Major Nicácio, o GCN (Grupo Corrêa Neves de Comunicação) foi o primeiro a pedir a intervenção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no caso. Em ofício enviado a José Nelson Aureliano Menezes Salerno, presidente da OAB, o GCN solicitou à instituição, uma das mais respeitadas do País, que acompanhe o desenrolar das acusações feitas pelos moradores do local de que são constantemente espancados por policiais militares. O documento foi recebido pela Ordem no dia 12. Assim que soube das denúncias, o comandante do 15º Batalhão da Polícia Militar, em Franca, coronel João Paulo Macedo Brandão Júnior, instaurou uma investigação preliminar para saber se as acusações são verdadeiras e, se comprovadas, punir os responsáveis. Como o GCN, o coronel Brandão também solicitou à OAB que participe da apuração dos fatos, colhendo os depoimentos das vítimas para garantir que não haja qualquer tipo de coação. O vice-presidente da OAB de Franca, Ivan da Cunha Souza, disse que hoje, às 8h30, haverá uma reunião com o presidente José Nelson e outros advogados para definirem como serão feitas as ações em conjunto com o 15º Batalhão da Polícia Militar. Às 10 horas, os advogados têm agendada uma reunião com o coronel Brandão para acertarem detalhes de como serão feitos os depoimentos. Além disso, representantes da Ordem também devem acompanhar os relatos dos policiais que por ventura estiverem envolvidos no caso e prestarem depoimentos internamente no batalhão. Segundo Ivan, possivelmente as vítimas da agressão comecem a ser ouvidas ainda nesta quinta-feira, na OAB, após a reunião com a polícia.

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