Polícia abre inquérito para apurar agressões a moradores do piscinão


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<B>AVERIGUAÇÃO</B> - Usando uma lanterna, policial militar ilumina costas de morador da caverna que alegou ter sido agredido durante ação da PM: vítimas foram levadas ao pronto-socorro para constatar les&otil
<B>AVERIGUAÇÃO</B> - Usando uma lanterna, policial militar ilumina costas de morador da caverna que alegou ter sido agredido durante ação da PM: vítimas foram levadas ao pronto-socorro para constatar les&otil
Após a denúncia dos moradores do subsolo do prédio inacabado da Avenida Major Nicácio que alegam terem sido espancados por policiais militares, o comando da corporação determinou a abertura de um IPM (Inquérito Policial Militar) para checar a veracidade das acusações e apurar responsabilidades. Ainda no domingo, duas vítimas foram submetidas ao exame de corpo de delito. Uma delas estava com o braço esquerdo quebrado. Caso fique comprovada a culpa dos PMs, eles podem ser expulsos. As agressões teriam acontecido durante a semana e na madrugada de sábado. Eles disseram que oito colegas teriam apanhado sem motivo dos policiais. Diante da gravidade das denúncias, o coronel João Paulo Macedo Brandão Júnior, comandante do 15º Batalhão, determinou que o caso fosse apurado imediatamente. A primeira providência foi localizar as vítimas e encaminhá-las ao médico. O objetivo era constatar as lesões. Ainda na manhã de domingo, o capitão Araújo e o tenente Fachine foram ao prédio conversar com os moradores. Um homem de 30 anos e outro de 18 repetiram o que os amigos haviam dito à reportagem e confirmaram as agressões. Não souberam precisar, porém, o dia em que elas aconteceram. “Acho que foi na quarta-feira”. Afirmaram que não têm condições de reconhecer os policiais, embora, tenham citado o nome de um soldado. Os dois moradores se propuseram a fazer os exames e foram levados ao pronto-socorro em uma perua Kombi da Guarda Civil. Exame de raio-x constatou que o braço esquerdo do mais velho estava fraturado. “Estava doendo, mas eu achava que não era nada sério. Hoje (domingo), não estou conseguindo levantar meu braço. Eles me bateram com o cabo de rodo”, afirmou. O laudo médico, juntamente com as fotos tiradas das lesões das vítimas, vão compor o inquérito aberto para apurar se, realmente, as agressões foram cometidas por policiais militares. Responsável pela 1ª Companhia de PM, o capitão Araújo afirmou que nenhuma operação específica havia sido programada para a região onde os moradores de rua se abrigam. “Vamos apurar os motivos pelos quais os policiais foram até o local. Não havia determinação nenhuma neste sentido”. Eventuais testemunhas e vítimas serão levadas ao Batalhão para tentar identificar os autores das agressões. O prazo previsto para a conclusão do inquérito é de 40 dias, podendo ser prorrogado caso necessário.

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