Que as autoridades `empurram’ com a barriga`, é indiscutível, mas tem um outro porém: não adianta ajudar quem não quer ser ajudado... Ninguém obriga ninguém a usar drogas ou álcool. Usa e bebe quem quer. Hoje, informação está à disposição de todos. Não existe quem não saiba que usar drogas vicia. Se não há auto-ajuda, não há o que fazer.
Luciana Dias
Franca - SP
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Não é bem verdade que se o prédio for demolido os moradores não terão para onde ir. Tem os albergues, para não vão querer ir porque não querem ter responsabilidade com nada...
Roni
Franca - SP
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Pessoal, até certo ponto concordo com a leitora Tais Cristina (leia em http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php? id=53208). É fato que quem mora próximo ao local perdeu a liberdade por receio das atitudes que os habitantes daquele lugar podem tomar. Porém, antes de julgá-los, é preciso analisar as causas que levam ao consumo de drogas, à violência e de tudo o que temos assistido até de camarote, sem tomar atitudes essenciais. Acho que a raiz do problema está na família, na educação que temos recebido. Hoje em dia é muito comum ver filhos respondendo aos pais e até mesmo batendo neles. Posso dizer que tive uma educação excelente e sempre respeitei os meus pais. Quando fazia algo de errado um simples olhar de meu pai me intimidava, mas nunca sofri ou me impuseram nenhum tipo de violência. Tudo sempre aconteceu na base do diálogo. Hoje em dia tudo está mudado. O padre Zezinho disse uma vez mais ou menos assim: antes os pais se sentavam à mesa ou na varanda da casa para conversar com os filhos... Hoje, os pais sentam na frente da televisão e se os filhos dizem ou perguntam alguma coisa, pedem para que fiquem quietos porque querem ouvir o que a televisão diz. Concluo: não adianta nada julgar o fato. Temos que analisar as causas. O controle remoto das nossas vidas está em nossas mãos. Temos que usá-lo de forma correta!
Jefferson Carneiro
Franca - SP
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Segundo o diretor do grupo Habitat, proprietário da área do "piscinão", trata-se de propriedade privada, que não pode invadida. Ele está certo quando se indigna. O MST está ai para provar. Os francanos demonstram sempre que têm bom coração mas quem aceitaria ter propriedade que lhe pertence, invadida, transformada em uma toca e ocupada pelo invasor, como se dono fosse? A mídia põe a culpa no governo e daqui a pouco, o governo culpará a mídia por atiçar a população. Há sensacionalismo e isso fere a imagem já ferida do Brasil. Há meios de comunicação que manipulam. O que se deve fazer, quanto ao caso, é tirar as pessoas de lá, caso queiram ajuda. Caso não queiram, que se faça cumprir a lei da mesma forma que aconteceria se qualquer deles tivesse invadido a casa de qualquer um de nós.
Miquéias Felipe de Faria
Franca - SP
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Maravilhosa reportagem (...). Os problemas dos (moradores) dali não são desconhecidos por quem frequenta a região, como eu, que sou estudante da Faculdade de Direito de Franca. O proprietário do terreno (...) a meu ver, quando diz que vai expulsar, acena com medida paliativa que não vai resolver o problema real, que é o prédio inacabado. O local tem sido palco de "quase tragédias", uma delas captada pelo fotógrafo Tiago Brandão, deste Comércio. Para mim a responsabilidade sobre qualquer ato criminoso naquele terreno é culpa do proprietário que não cerca o local adequadamente e "permite", portanto, o uso dele. Achei interessante que vários setores de nossa sociedade, a exemplo do Ministério Público e da Secretaria de Promoção Social tenham reagido à reportagem. É disso mesmo - reação - que a cidade precisa, para que problemas como esse não se repitam. Franca é uma cidade em pleno desenvolvimento e não se deve admitir situações de favelamento e mendicância. Problemas do tipo devem ser combatidos a tempo e a hora. Quanto a mim, não contribuo para o ciclo vicioso dessa desgraça. Me faço radical. (...) Só quem está na rua sabe o quanto o chão pode ser sujo.
Antônio de Pádua
Conselheiro deste jornal -Franca - SP
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