A combinação álcool e volante provocou um violento acidente de trânsito que deixou um morto e dois feridos ontem. Após passar a tarde bebendo na companhia de amigos e brigar com a mulher por causa de uma suposta amante, o caminhoneiro Deusdete de Souza Marques, 49, despencou com seu carro no Córrego do Bagres. Ele ainda foi levado para a Santa Casa, onde chegou sem vida. Foi o segundo acidente com vítima fatal em 15 horas durante o sábado de Carnaval. Na madrugada, uma queda de moto no prolongamento do Jardim Ângela Rosa matou o mototaxista Reinaldo Cintra, 49.
Deusdeste morava em Delta (MG) e trabalhava como motorista de caminhão de uma usina da cidade. Ontem, ele, a mulher Lúcia Helena Souza Marques, 54, e o neto, Bruno Marques da Silva, 7, vieram a Franca visitar amigos no Jardim São Luiz, na zona leste. Comeram carne e tomaram cerveja. Por volta das 18h30, Deusdete, aparentando estar embriagado, discutiu com a mulher.
O churrasco terminou em confusão e a família resolveu voltar para Delta em um Santana prata. Seguiram em direção à Avenida Hélio Palermo. Não trafegaram mais do que dois quilômetros. O casal continuou discutindo dentro do carro e o motorista acelerou. Na rotatória com a Rua Pará, diante da UBS do Paulista, Deusdete não conseguiu fazer a curva, perdeu o controle do veículo e caiu dentro do córrego. O Santana capotou e parou com as rodas para cima. “Eu estava aqui na rua quando vi o carro correndo demais. Ele não deu conta de virar e caiu na marginal. Fez um barulhão e cantou os pneus. Fomos lá correndo para socorrer, mas ele já estava morto”, contou o mecânico Hélio Rafael.
Juntamente com amigos, ele ajudou a retirar a mulher e a criança do carro. “Ela não queria sair para ficar junto com o marido”, disse o mecânico. Como vazava combustível do carro, testemunhas cortaram o fio da bateria para evitar uma explosão.
<b>SOCORRO</b>
Duas unidades de resgate, comandadas pelo sargento Borges, do Corpo de Bombeiros, levaram as vítimas para o hospital. “A situação do motorista era gravíssima. Ele sofreu traumatismo craniano, trauma no tórax e sangrava pelo ouvido”, afirmou o militar. Deusdete chegou morto ao hospital.
A mulher e o neto dele sofreram apenas lesões nos braços e pernas. Durante depoimento ao investigador Marcos Reginaldo da Polícia Civil, Lúcia Helena contou que o marido havia bebido a tarde toda e que brigaram, pois ele disse que iria ficar com a amante. Até o fechamento desta edição, a mulher e a criança permaneciam internadas em observação. Familiares partiram, no fim da noite, de Delta para Franca a fim de providenciar o sepultamento de Deusdete.
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