A nossa parte


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Certa feita, algumas pessoas viram o médium Francisco Cândido Xavier, em Uberaba (MG) distribuindo alimentos e roupas a pessoas necessitadas. Ao mesmo tempo, o médium distribuía pequena quantia em dinheiro à cada pessoa que se encontrava na fila. Ao observar a pequena quantia de dinheiro que era ofertada, um senhor aproximou-se dele e lhe disse: `Mas Chico, com quantia tão pequena você não resolve o problema do irmão necessitado`. O médium ponderou: `Estou só fazendo a minha modesta parte e não procurando solução para o problema. A solução virá de Deus`. Quanto ensinamento se pode tirar deste pequeno acontecimento. No nosso modo de entender, a orientação que o médium de Emmanuel nos transmite é muito importante. É a de fazermos a nossa parte. No geral, gostamos de transferir o ônus das soluções de problemas para o governo, alegando que para isso, pagamos impostos. No entanto, todos conhecemos a morosidade da burocracia dos homens. Por outras vezes, não fazemos o que podemos porque acreditamos ser melhor uma medida radical. Como dizem alguns: `O ótimo é inimigo do bom`. Assim, não fazemos o ótimo, por impossível, e não fazemos o bom, por não satisfazer. E vamos continuando na política do deixar para depois. Sempre o desculpismo, sempre a justificativa para permanecermos de braços cruzados. Até quando? Ante a caótica situação que e a humanidade vem enfrentando, não seria de se perguntar o que estamos fazendo como contribuição para tornar o mundo melhor? Pagando impostos? Evidentemente essa é uma parte do problema. Mas, há outras. Em que ponto nossa conduta tem contribuído para tornar o planeta mais habitável? Temos ajudado na economia de água e eletricidade? Como é nossa conduta na via pública? Jogamos lixo em qualquer lugar? Os que mascam chicletes, ao se desfazerem da goma, cospem-na na calçada? Tornamos o meio ambiente completamente poluído? E o que fazemos com os descartáveis? Estamos simplesmente jogando no lixo? Já pensamos em alguma iniciativa para utilizar outros recursos que não os utensílios de plástico? E o uso do automóvel? Será que não poderíamos utilizar outros meios de locomoção, como, por exemplo, andar à pé, a fim de poupar o planeta de tanto gás carbônico? E olha que andar a pé, além de tudo ainda faz bem para à saúde física e mental! Não deixe para depois. Não delegue. A hora á agora. Façamos pequena parte que seja e o resultado será surpreendente. Estaremos colaborando com a economia mundial para legar às futuras gerações um planeta possível de atender aos que aqui chegarem. Não fazer o bem já é um mal. O mal só prospera na ausência do bem. Façamos a nossa parte, por mínima que seja. Felipe Salomão Bacharel em Ciências Sociais e diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca (IDEFRAN)

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