Três novos casos de dengue foram confirmados ontem em Franca. Com isto, subiu para quatro o número de pessoas infectadas na cidade em 2010. Em apenas 43 dias, o mosquito transmissor já igualou a quantidade de vítimas que fez ao longo de todo o ano passado. A quantidade deve ser ultrapassada com facilidade nos próximos dias. Pelo menos outros 22 exames colhidos de pacientes com sintomas da doença ainda não foram analisados pelo Instituto Adolfo Lutz. As viagens durante o feriado prolongado de Carnaval são vistas com preocupação.
Em 2009, Franca registrou apenas quatro casos de dengue. O último deles em junho. No começo deste mês, foi confirmado o primeiro caso de 2010. A vítima foi uma mulher que mora na área central. Ontem, o secretário municipal de Saúde, Alexandre Ferreira, afirmou que outros três exames deram positivos. O mosquito havia picado e contaminado dois moradores do Parque Dom Pedro e um da Vila Raycos.
Não há relação epidemiológica entre os casos e todas as vítimas já foram medicadas antes mesmo da confirmação dos resultados. A partir deles, não houve novas contaminações. “Com este trabalho preventivo, a gente evita que a doença passe para as pessoas que têm convivência com doente. Agindo antes da confirmação evitamos o caminho da epidemia”, disse Alexandre Ferreira.
A dengue tem um período médio de incubação de dois a 15 dias. Por isto, as autoridades de Saúde estão alertando as pessoas que forem viajar durante o Carnaval que fiquem alertas e procurem um médico caso apresentem algum sintoma da doença quando retornarem a Franca. “Há um risco maior para quem for viajar para locais de transmissão. O tratamento que vamos dispensar para este paciente é completamente diferente daquele que não saiu de casa. Por isto, a importância de relatar ao médico qualquer suspeita de sintoma e indicar o local para onde viajou”.
Para Alexandre Ferreira, mesmo tendo atingido, em menos de dois meses, o total de vítimas em 2009, o número de casos em Franca é considerado baixo. “Mesmo assim, estamos muito preocupados e fazendo de tudo para que não haja uma transmissão em massa como está ocorrendo em outras cidades. Vamos trabalhar cada vez mais para que nossos índices sejam os menores possíveis”.
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