Bastam poucos minutos de conversa para a entrevista virar um bate-papo informal e divertidíssimo. O entrosamento entre os nove membros da Trupe Truyá é evidente até mesmo quando eles não estão caracterizados. Viver da arte é possível para esses jovens que desde cedo trabalham para estimular sorrisos, seja por meio da tradicional figura do palhaço ou pelos números circenses que apresentam nas festas como o Se Liga Verão, evento promovido pelo GCN (Grupo Corrêa Neves de Comunicação) em Rifaina, há duas semanas.
A Trupe ainda engatinha. Foi criada em outubro do ano passado pelos artistas: Nathan Ranhel, 19; Eduardo Fagundes Castro, 20; Alex da Silva Santos, o Bingó, 23; Levi Trídico Fanan, 23; Douglas Victorelli, o Branko, 23; Leonardo Carvalho, 19; Juliana Braga Facirolli, 19; Marina Beatriz Kalufi, 20 e Mariana Teodoro Mamede, 19. De grupos distintos, eles se conheceram no Núcleo Arte e Educação do Instituto Arte e Vida (ArteVidinha) e se tornaram grandes parceiros. O nome Truyá, escolhido por acaso (eles acharam que tinham inventado), vem de truão, que significa palhaço.
Versáteis, esses jovens artistas fazem um pouco de tudo: tecido acrobático, trapézio, acrobacias de solo, estatuário (famosa brincadeira da estátua), malabarismo, pirofagia, perna de pau, palhaço, monociclo, bartender flair, entre outros. Não há como refrear um sorriso ou se sentir triste ao lado deles. Mesmo assim, nem sempre são recebidos com a mesma reciprocidade. “Algumas pessoas não aceitam as brincadeiras, mas temos a percepção de só nos aproximar das mais receptivas”, comentam.
Para dar conta do recado e garantir um ótimo espetáculo, dedicação é fundamental. Os ensaios acontecem de quarta a domingo, com descanso no sábado. “Os números exigem sincronia. São necessários muito condicionamento físico, alongamento e força. É uma dedicação sofrida, sinto muitas dores no corpo”, revela Nathan, que estudou oficina de circo no Rio de Janeiro e em Franca.
Os espetáculos são adaptados para cada tipo de evento e o valor varia de R$ 200 a R$ 2 mil. Bingó, estudante do curso de Ciência da Computação, ressalta que a Trupe Truyá utiliza os recursos da internet como fonte de pesquisa. “Estamos sempre criando novos números e aprimorando as técnicas. Já para interpretar os palhaços o improviso reforça a brincadeira”, explica Bingó.
Mas a arte também é gratificante e encanta crianças e adultos. “O pessoal adora tirar fotos com a gente e também nos divertimos”, contam.
Por falar em diversão, a Trupe coleciona histórias engraçadas. O estudante de Design de Produto, Eduardo, lembra que na Expoagro uma criança pediu para ele - na pele do palhaço Sementinha - fazê-la rir, mas a tentativa foi um “desastre”. “Fiz várias coisas, mas ela não achava graça de nada. Cansado, acabei dando um grito e assustei a criança (risos)”, recorda.
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Os números com a perna de pau também já renderam boas histórias. Na chegada do Papai Noel no centro de Franca, o publicitário Branko passou um apuro em cima da peça de madeira de 1,20 metro. “Quando o helicóptero aterrissou, o vento das hélices começou a me arrastar para longe. Fiquei desesperado, mas consegui agarrar no portão”. A perna de pau sempre ganha a atenção do público. “Algumas crianças, e até mesmo uns adultos engraçadinhos, chutam a perna ou ainda querem passar debaixo. Por isso, sempre tem outro integrante da Trupe do meu lado”, explica Branko, que ao lado do publicitário Levi, ainda presta trabalho na Santa Casa de Franca com o espetáculo Palhaços Doutores, pelo projeto Esparadrapalhaços do grupo Andarilhos da Luz.
<b>SERVIÇO
www.trupetruya.com.br
(16) 9198-0408 ou 9159-0689</b>
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