Quadrilha confessa roubo atribuído a adolescentes


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Os integrantes de uma quadrilha presa pela Polícia Militar na segunda-feira confessaram um assalto à mão armada em que dois suspeitos já estão presos. Segundo o delegado Márcio Murari, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, eles confessaram que na noite da última quinta-feira, no Jardim Dermínio, invadiram um ônibus da empresa São José dominando o cobrador e motorista. Depois fugiram com cerca de R$ 50. Na ocasião, policiais militares detiveram dois adolescentes, um de 16 e outro de 18 anos, durante patrulhamento no bairro, pelas imediações de onde ocorreu o assalto. Após reconhecimento das vítimas, eles foram apontados como autores do crime. Acabaram indiciados em flagrante e recolhidos à Fundação Casa e ao Guanabara. Ontem, diante da confissão do trio, Murari considerou que o menor e seu amigo são mesmos inocentes. "A polícia chegou falando que eram os bandidos. Eles estavam saindo de uma mata e correram quando viram a polícia. Não tinha jeito de reconhecer o rosto deles pois estavam de capuz na hora do roubo. Mas eles estavam com dinheiro e as roupas eram parecidas. Daí os identificamos como sendo os ladrões", disse o cobrador. A prisão baseada no reconhecimento das vítimas foi contestada pela mãe do adolescente de 16 anos. "Meu filho é inocente. Eu vi meu filho todo sujo, algemado. Ele foi jogado no chão pela polícia. Ele estava indo para minha casa junto com outro amigo. As vítimas disseram que os ladrões estavam com capuzes. Reconheceram meu filho por uma calça de moletom, quase todos os jovens vestem calças deste modelo", disse a mãe do menor. Os dois rapazes continuam na cadeia. Somente nesta quinta-feira o delegado do 2º Distrito Policial deve relatar o "equívoco" ao Judiciário francano. "Eles disseram que foram eles os assaltantes que agiram naquela noite. Estas informações serão levadas ao 2º DP, onde está o inquérito do flagrante para desfazer um possível erro", disse o delegado Márcio Murari. "Estarei recebendo as informações (da DIG) e iremos analisá-las, inclusive os depoimentos. Só aí encaminharei o caso para a Justiça, que poderá decidir pela soltura dos presos", explicou o delegado Benedito Carlos Quiodeto.

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