A Polícia Civil de Franca instaurou inquérito para apurar as responsabilidades do desabamento do telhado que matou uma criança de três anos e deixou outras duas pessoas feridas. O acidente aconteceu na tarde do último sábado, na calçada de um minimercado localizado no Parque Vicente Leporace I. Aline Cristina Nogueira Praxedes, 20, e Regina Aparecida Prado, sofreram escoriações e fraturas. Já o garoto Tiago França, morreu na Santa Casa de Franca. Ele teve a cabeça atingida por um dos caibros do telhado e, com traumatismo craniano encefálico, foi submetido a uma cirurgia na Santa Casa. Horas depois, não resistiu e morreu.
Helder Rodrigues, delegado do 5º DP, deve ouvirá nesta semana as vítimas que se machucaram no desabamento, além de testemunhas e o proprietário do estabelecimento. Rodrigues, não descartou a possibilidade do comerciante responder inquérito por homicídio culposo (sem intenção de matar). "Se houve culpa de qualquer modo do proprietário do local ele pode responder por homicídio culposo e lesão corporal culposa. A perícia feita é que vai informar se ocorreu algum tipo de negligência", disse o delegado, que aguarda os laudos da Polícia Científica e do setor de obras da prefeitura. Os documentos devem chegar à delegacia em dez dias.
Na manhã de ontem, técnicos da prefeitura estiveram no local para apurar se o estabelecimento tinha alvará de funcionamento bem como uma vistoria para detalhar possível risco de um novo acidente. "Foi uma vistoria para levantar a situação atual. Esse `toldo` foi construído com madeira e telha. Pelo que nossos técnicos apuraram não existe risco de novo desabamento (do restante do imóvel). Por isso não houve interdição do prédio" disse Ismael Xavier, chefe de fiscalização do setor de obras e posturas do município.
Para ele, pode ter havido falha na execução da obra por falta de acompanhamento técnico. "Uma proteção desta natureza tem que ser feita com acompanhamento de um engenheiro, fato que será apurado nas investigações", disse.
O desabamento aconteceu no estabelecimento comercial instalado na Rua Luiz Orione, cruzamento com a Avenida Júlio Batista Costa Filho. Ontem, a reportagem do Comércio falou por telefone com o comerciante Amarildo Palhares. Ele não quis dar entrevistas alegando estar bastante abalado com o acidente. Palhares informou que está dando assistência às vítimas e que não entendeu as razões do ocorrido. O funeral da criança, domingo à tarde no Cemitério Santo Agostinho, foi custeado pelo comerciante.
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