Menina de nove anos acusa pai de violentá-la


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INVESTIGAÇÃO - O delegado Leopoldo Novaes recebeu a primeira denúncia do caso
INVESTIGAÇÃO - O delegado Leopoldo Novaes recebeu a primeira denúncia do caso
Um homem foi preso na noite de sexta-feira acusado de violentar sexualmente a própria filha. A menina de apenas 9 anos contou que, há três meses, vem sendo molestada pelo pai, um sapateiro de 25 anos. Ele negou a acusação. A denúncia foi feita à polícia pela madrasta da vítima. Na madrugada deste mesmo dia, ela disse ter flagrado o companheiro na cama da menor em atos obscenos. Somente à noite ela resolveu chamar a polícia e denunciar o sapateiro. Em poucas horas, ele foi preso, autuado em flagrante por estupro e teve a prisão temporária decretada pela Justiça e acabou recolhido em uma cadeia da região. A primeira denúncia chegou ao delegado Leopoldo Novaes por volta das 18 horas de sexta-feira, logo no início do plantão. Policiais militares apresentaram uma dona de casa e sua enteada de apenas 9 anos, ambas moradoras na zona leste de Franca. Dentro da viatura ainda estava o suspeito do crime, um sapateiro de 25 anos. A mulher contou que vinha notando atitudes estranhas do companheiro. "Seguidas vezes e por vários dias, seu marido saía da cama durante a noite e passava para a da filha, que fica no mesmo quarto. Na madrugada de sexta-feira, ela percebeu que ele não estava ao seu lado. Foi quando flagrou o marido sobre a menina, filha dele e enteada da denunciante", disse Novaes. Segundo o delegado, a criança forneceu a mesma versão, acusando o sapateiro de abusos sexuais. "Ela (a criança) disse que foram seguidas as vezes que o pai a abusou sexualmente. Só não denunciou antes por medo das ameaças de morte que ele fazia". No depoimento, a menina relatou que era obrigada a fazer sexo oral e masturbação no acusado. Além disso, chegou a dizer ter feito sexo anal com o sapateiro. "Pedi para que ela (vítima) passasse pelo médico legista para apurar violência sexual. Preliminarmente o legista informou que não havia lesão (nos órgãos sexuais) da menina, mas colheu secreção dos órgãos genitais para análise (genética)", disse o delegado. A acusação da menina provocou revolta nos policiais que registraram a ocorrência. Leopoldo Novaes ainda contou que o suspeito ameaçou a filha e a mulher se elas o denunciassem à polícia. Por isso, enquanto a ocorrência era registrada, Novaes iniciou uma corrida contra o tempo para manter o acusado preso. Ele foi à casa do Promotor de Justiça Odilon Néri Comodaro, onde pediu que o caso fosse analisado. Comodaro entendeu que havia subsídio para a prisão temporária e assinou como favorável. Por meio de fax, o pedido de prisão foi encaminhado para o Juiz de Direito Ricardo Rinhel, que mora em Batatais, mas que responde por Franca. "Ele também foi favorável e deferiu o pedido de prisão temporária do sapateiro por cinco dias. Com isso os agentes da DDM terão mais tempo para juntar novas provas contra o acusado. Não podíamos arriscar e deixá-lo solto, pois ele já havia ameaçado a filha e a mulher se elas fizessem a denúncia", disse Leopoldo.

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