Sindifranca propõe que patrões decidam aumento dos sapateiros


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<b>CONFUSÃO</b> - O presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão do Couto, aguarda que a Justiça aponte qual sindicato representa os trabalhadores
CONFUSÃO - O presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão do Couto, aguarda que a Justiça aponte qual sindicato representa os trabalhadores

O Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) convocou os empresários do setor para uma assembleia na próxima quinta-feira, 11, para propor que os próprios patrões decidam sobre o reajuste salarial dos sapateiros. A data-base da categoria é dia 1º de fevereiro, mas o sindicato patronal suspendeu as negociações há duas semanas justificando impasse jurídico sobre qual sindicato representa a categoria. Alega não saber se é o mais antigo, liderado por Sebastião Ronaldo e que conta com o registro sindical no Ministério do Trabalho; ou o de Fábio Cândido, cuja Justiça já o reconheceu como líder dos sapateiros em Franca, mas que ainda não conseguiu a liberação da sua Carta Sindical (documento emitido pelo Ministério do Trabalho, exigido para a regularização do sindicato). José Carlos Brigagão do Couto, presidente do Sindifranca, disse que aguarda que a Justiça aponte com quem ele deve negociar. Enquanto isso não acontece, ele mantém a medida de não conversar com nenhum dos sindicatos e de levar à assembleia dos patrões a proposta de repor, ao menos, a inflação do período na folha de pagamento dos sapateiros. “Vamos determinar o reajuste que as indústrias devem fazer porque elas e os trabalhadores não podem ficar esperando pelo resultado da briga entre dois sindicatos”, disse. Para ele, a medida vai ajudar patrões e os empregados. “As indústrias têm que fazer seus custos e os trabalhadores seus salários reajustados. Será a antecipação de uma futura negociação com a entidade que os representará”, explica Brigagão. O anúncio do Sindifranca não agradou Sebastião Ronaldo, que preside a entidade com quase 70 anos de existência e que até 2009 falou em nome da categoria. “Acho incoerente a medida tomada. O Fábio não tem a Carta Sindical. Ele não representa os trabalhadores. Mas acho, agora, que o problema nem é Carta Sindical, eles não querem é negociar com a gente. É uma coisa política apenas”. O sindicalista, que tem tentado mobilizar os trabalhadores com visitas na porta das empresas durante toda a semana, disse que, caso a entidade patronal decida pelo reajuste, a briga se irá parar Justiça. “Vão chamar a gente para uma afronta e vamos dar o troco à altura”. Procurado, Fábio Cândido não foi localizado para falar sobre o assunto.

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