‘Quero devolver o muito que recebi ’


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<b>PELO SOCIAL</b> - Onofre de Paula Trajano, 73, tem uma extensa folha de serviços prestados à comunidade, especialmente no setor da saúde. “Só vou deixar de atuar nesta área quando eu morrer”
<b>PELO SOCIAL</b> - Onofre de Paula Trajano, 73, tem uma extensa folha de serviços prestados à comunidade, especialmente no setor da saúde. “Só vou deixar de atuar nesta área quando eu morrer”
<p><div style="text-align: justify; ">O empresário Onofre de Paula Trajano completou 73 anos no dia 9 de dezembro, seguindo uma rotina bem parecida com a de quando começou a trabalhar no setor comercial, aos 18 anos. Levanta às 6 horas, de segunda a sexta-feira, faz massoterapia e depois segue para o Magazine Luiza, onde atua como diretor da holding (setor responsável por controlar as empresas o grupo). Trabalha o dia inteiro despachando documentos e tomando decisões. </div><div style="text-align: justify; ">Há anos, Trajano encontrou espaço em sua atribulada agenda de trabalho para ajudar entidades de Franca. Transita pela Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) desde 1980, onde também foi presidente. Fundou a CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) e duas lojas maçônicas. Em 2001, foi convidado a terminar a obra do Hospital do Câncer e, desde então, tem lutado para melhorar a vida de quem depende da saúde pública. Foi presidente da Santa Casa entre 2004 e 2007. Sua influência no meio político e empresarial angariou muitos recursos e investimentos para o hospital onde hoje ele atua como presidente do Conselho de Administração. No final do ano passado, Onofre realizou um sonho antigo: fez o lançamento de mais um pavilhão no Hospital do Câncer, onde serão construídos 64 leitos. O investimento será de quase R$ 1,8 milhão. A ajuda, ele acredita, virá da sociedade.</div></p> <p><div style="text-align: justify; "><br /></div><div style="text-align: justify; ">Quem não o conhece e vê sua disposição para atuar nas causas sociais pode imaginar que se trata apenas de um empresário bem sucedido que pode doar. Não é. Onofre garante que está devolvendo à cidade um pouco do que conquistou aqui.</div></p> <p><div style="text-align: justify; "><br /></div><div style="text-align: justify; ">Vindo de uma família de oito irmãos, de Cristais Paulista, Onofre chegou a Franca aos cinco anos. Antes, com um ano, ele sofreu uma paralisia infantil. O problema afetou seus braços e pernas. Foi tratado na saúde pública, mas, ainda assim, os recursos médicos eram escassos. “Se realmente existe milagre, posso dizer que tive um. Meus braços estão prefeitos. Uma perna é mais fina que a outra e o pé menor que outro, mas pouca coisa. Tive muita sorte. Deus me protegeu muito. Por isso que acho que tenho que devolver alguma coisa de tudo que tive na vida”.</div></p> <p><div style="text-align: justify; "><br /></div><div style="text-align: justify; ">Filho de açougueiro e dona-de-casa, Trajano teve uma infância pobre. Com o apoio dos pais, principalmente da mãe e da irmã Luiza Trajano, concluiu os estudos em bons colégios públicos e fez curso Clássico (hoje ensino médio), onde aprendeu grego e latim. Mas, só conseguiu se formar, em Direito, depois de casado, aos 26 anos.</div></p> <p><div style="text-align: justify; "><br /></div><div style="text-align: justify; ">Aos 18 anos, Onofre foi trabalhar com o cunhando Peregrino Donato em uma loja de móveis no Centro de Franca. Foi ali que descobriu sua vocação na área. Não demorou muito para que Luiza Trajano o convidasse para ajudar a administrar sua loja. Por 21 anos, ele dividiu seu tempo entre a loja, onde trabalhava pela manhã, e o INSS, onde era funcionário concursado. Em 1977, Onofre deixou a carreira de servidor e passou a se dedicar ao Magazine Luiza, onde atua até hoje.</div></p> <p><div style="text-align: justify; "><br /></div><div style="text-align: justify; ">Onofre recebeu o Comércio na área administrativa do Magazine Luiza na última quinta-feira. Para chegar até sua sala, o empresário passa por um corredor em frente a inúmeros funcionários. Seu escritório fica num cantinho do pavilhão, é cercado por vidros, de onde ele pode observar o trabalho de todos. É em cima de uma mesa muito organizada, contendo apenas um risque-rabisque, porta-canetas e telefone, que ele despacha documentos importantes da empresa.</div></p> <p><div style="text-align: justify; "><strong>Comércio da Franca - Apesar da infância difícil, hoje o senhor é um empresário bem sucedido que ainda arranja tempo para se dedicar a ajudar o próximo, principalmente, na área da Saúde. Por que enfrentar esses desafios?</strong></div><strong><div style="text-align: justify; "><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "><strong>Onofre Trajano -</strong> Eu mexo com o social há muitos anos, desde 1970. Faço para devolver o muito que recebi na vida. Passar pelo que passei quando criança e ter chegado onde cheguei, foi muito difícil, fui muito abençoado. Tenho de devolver alguma coisa. Faço esse trabalho com muito prazer. Se pudesse fazer mais, faria. Estou muito orgulhoso de ver que o Hospital do Câncer de Franca se consolidou e que a Santa Casa se reergueu das cinzas.</span></div></strong></p> <p><div style="text-align: justify; "><strong>Comércio - Como começou seu envolvimento com a área social? Tem a ver com a maçonaria?</strong></div><strong><div style="text-align: justify; "><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "><strong>Onofre Trajano -</strong> No começou teve. Em 1970, eu era maçom e fui presidente da Lasep (Liga de Assistência Social e Educação Popular). No meu tempo, a instituição chegou a dar 200 bolsas de estudos. Doava sapatos, uniformes. Depois fui ser presidente de entidades como a CDL e a Acif. Até que, em 2002, ajudei a acabar a construção do Hospital do Câncer, onde fiquei até 2004. A pedido do Gilmar Dominici (ex-prefeito), assumi a Santa Casa que estava num caos total.</span></div></strong></p> <p><div style="text-align: justify; "><strong>Comércio - Como o senhor analisa a saúde pública hoje?</strong></div><strong><div style="text-align: justify; "><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "><strong>Onofre Trajano -</strong> Hoje a saúde pública é muito melhor que no passado. Principalmente aqui em Franca. Apesar de todas as dificuldades, a Santa Casa hoje é um dos hospitais mais bem equipados da cidade. O SUS (Sistema Único de Saúde) é o maior plano de saúde do mundo, mas faltam recursos para torná-lo melhor. Ele paga muito pouco para os hospitais filantrópicos, que acabam tendo de pedir ajuda à sociedade, fazendo rifas, promoções para sobreviver... O governo deveria pagar um preço justo.</span></div></strong></p> <p><div style="text-align: justify; "><strong>Comércio - Logo que assumiu a Prefeitura, o Sidnei Rocha abriu mão de supervisionar os serviços que a Santa Casa prestava ao SUS, devolvendo essa responsabilidade ao governo do Estado. Isso prejudicou o hospital?</strong></div><strong><div style="text-align: justify; "><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "><strong>Onofre Trajano -</strong> Não. Acho que foi até uma boa. O Estado tem recurso para isso. A Prefeitura não. </span></div></strong></p> <p><div style="text-align: justify; "><strong>Comércio - A Santa Casa começou, aos poucos, a montar seu plano de saúde. Houve ou há resistência de outros hospitais?</strong></div><strong><div style="text-align: justify; "><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "><strong>Onofre Trajano -</strong> No passado houve muita resistência. Acharam que iria atrapalhar os outros convênios. Acho que não atrapalhamos ninguém. Na medida em que você tem concorrente e sabe trabalhar, você cresce. A concorrência só faz crescer. </span></div></strong></p> <p><div style="text-align: justify; "><strong>Comércio - Mudando de assunto, o senhor liderou em 2002 a Campanha Voto Nosso, que pedia à população que privilegiasse candidatos de Franca nas eleições para deputados estaduais e federais. Como foi iniciar esse movimento?</strong></div><strong><div style="text-align: justify; "><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "><strong>Onofre Trajano -</strong> Fico muito feliz de falar sobre isso. Quando fui para a Santa Casa, senti as dificuldades de não ter apoio político. À época, Franca era praticamente marginalizada na área federal. Quando criei a campanha, muitos me criticaram. Diziam que iria tomar partido. Mas meu partido é o Partido da Franca, o PF. Nós trabalhamos muito para eleger um deputado federal. Na primeira, não tivemos êxito (2002), mas na segunda sim. O Dr Ubiali (Marco Aurélio Ubiali) foi eleito deputado federal e mantivemos dois deputados estaduais. Acho que Franca me deve isso.</span></div></strong></p> <p><div style="text-align: justify; "><strong>Comércio - Como analisa o desempenho dos três deputados eleitos por Franca?</strong></div><strong><div style="text-align: justify; "><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "><strong>Onofre Trajano -</strong> Trabalhei muito para que houvesse mais candidatos de Franca eleitos. Fiquei muito contente quando elegemos um federal. Acho que o Ubiali está fazendo um bom trabalho, mas poderia ajudar muito mais a saúde com sua verba pessoal. Ele tem ajudado a Santa Casa, não tenho aqui os dados, mas espero que ele seja reeleito e ajude mais. Espero também que tenhamos mais um deputado federal. Quando se tem dois parlamentares há até concorrência e briga de outdoors. Dois federais e dois estaduais. A cidade já comporta e merece isso.</span></div></strong></p> <p><div style="text-align: justify; "><strong>Comércio - E o trabalho dos estaduais. Qual sua análise?</strong></div><strong><div style="text-align: justify; "><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "><strong>Onofre Trajano -</strong> No meu período (como interventor da Santa Casa) trabalhei muito com Gilson de Souza (DEM). Ele ajudou muito. Agora está destinando uma verba pessoal de R$ 1 milhão para concluir o primeiro pavilhão do Hospital do Câncer. Agora, quanto ao Engler (Roberto Engler -PSDB), está ajudando o José Cândido (atual presidente da Santa Casa).</span></div></strong></p> <p><div style="text-align: justify; "><strong>Comércio - Quem terá seu voto nas eleições para deputados neste ano?</strong></div><strong><div style="text-align: justify; "><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "><strong>Onofre Trajano -</strong> Isso é muito pessoal. Vou analisar. Os que mais tiverem trabalhado terão meu voto. Serão candidatos de Franca. Isso eu posso assegurar.</span></div></strong></p> <p><div style="text-align: justify; "><strong>Comércio - Há uma falta de renovação no quadro de candidatos na cidade. Como o senhor vê isso?</strong></div><strong><div style="text-align: justify; "><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "><strong>Onofre Trajano-</strong> Isso é um mal da política do Brasil. É uma omissão muito grande das pessoas que poderiam servir à comunidade. Hoje a fama do político é a de corrupto, desonesto, envolvido em escândalos. Então muita gente teme se expor. Muita gente boa não quer entrar para a política.</span></div></strong></p> <p><div style="text-align: justify; "><strong>Comércio - Além de atuar na área social e política da cidade, o senhor é diretor de holding no Magazine Luiza. Como analisa o crescimento do grupo que ajudou a construir?</strong></div><strong><div style="text-align: justify; "><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "><strong>Onofre Trajano -</strong> Eu ainda me lembro de histórias que talvez nem a Luiza (Trajano) lembre. Quem viu o Magazine nascer com a dedicação da Luiza, do Peregrino, do Wagner (Garcia) e da Luizinha (Luiza Helena Trajano Rodrigues, presidente do grupo) fica feliz e orgulhoso de continuarmos em Franca, tendo nossa gestão toda aqui. Embora a 400 quilômetros de São Paulo, tivemos condições de administrar essa empresa, de atualizá-la na área de tecnologia, de dar a ela a fama e prestígio que tem hoje por meio do grande trabalho da família que se juntou em torno da empresa. Temos uma vantagem. Embora sejamos uma empresa familiar, somos profissionais. E nós, sócios, nos queremos muito bem. Não brigamos por dinheiro nem por poder, que são duas coisas que dividem uma família. Aqui ninguém ambiciona ser isso ou aquilo, cada um ocupa o lugar que merece. </span></div></strong></p> <p><div style="text-align: justify; "><strong>Comércio - Qual o segredo para manter essa harmonia?</strong></div><strong><div style="text-align: justify; "><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "><strong>Onofre Trajano</strong> - É o que disse: não brigar pelo poder nem pelo dinheiro. O segundo segredo é o querer bem. Eu, a Luizinha, o Wagner, a Luiza, todos nos queremos bem. Se eu disser que vivemos em harmonia o tempo todo, não é verdade. Divergências existem até entre casais, mas não mal querer. Não estamos aqui para cargos. Cada um ocupa o lugar que está reservado e que tem competência para tocar. Sem competição, sem briga. Temos um acordo de cavaleiros assinado há mais de oito anos que não entrará nenhum diretor de família se não contar com o apoio de todos.</span></div></strong></p> <p><div style="text-align: justify; "><strong>Comércio - O senhor acha que hoje seria possível criar uma loja da estrutura do Magazine Luiza em Franca. Há condições de crescer na cidade?</strong></div><strong><div style="text-align: justify; "><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "><strong>Onofre Trajano -</strong> Acho que sim. Desde que a pessoa tenha um ideal e vá em busca deste ideal. A Luiza teve. Ela foi vendedora, gerente e sonhou ter uma empresa. Primeiro para dar emprego aos seus parentes e, depois, para outros. Acho que qualquer pessoa que acredita no seu potencial, tem ideal, é criativa e trabalhadora consegue o sucesso. Não tem erro. </span></div></strong></p> <p><div style="text-align: justify; "><strong>Comércio - O senhor teme a concorrência que se formou com a fusão das Casas Bahia e Pão de Açúcar?</strong></div><strong><div style="text-align: justify; "><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "><strong>Onofre Trajano -</strong> Não. Acho certo as empresas se fundirem. Quanto mais poder de fogo você tem, melhor. Mas há alguns diferenciais que nos fazem melhor: a dedicação da nossa equipe, o atendimento que proporcionamos e o carinho com que tratamos nossos clientes. Você vê que as grandes inovações no comércio fomos nós que fizemos. A liquidação da madrugada, por exemplo, é fantástica. Todo mundo saiu atrás e nos copiou. A gente não pode só ser grande, tem que ter qualidade e inovar sempre. Mas acho que a tendência hoje são essas fusões. </span></div></strong></p> <p><div style="text-align: justify; "><strong>Comércio - O Magazine Luiza estuda alguma fusão?</strong></div><strong><div style="text-align: justify; "><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "><strong>Onofre Trajano -</strong> Se houver condição de fusão com grande empresa, poderemos fazer. Mas, no momento, não há. Não está fora dos planos e pode ser que isso ocorra.</span></div></strong></p> <p><div style="text-align: justify; "><strong>Comércio - O senhor é um dos empresários mais influentes da cidade. Como conquistou esse respeito?</strong></div><strong><div style="text-align: justify; "><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "><strong>Onofre Trajano -</strong> Acho que pelos serviços que prestei. Tenho esse respeito não só pelo meu desprendimento em me dedicar à parte social, como também na empresa. A gente adquiri respeito com o tempo, por nosso comportamento, por nossas atitudes. Não somos perfeitos, mas, dentro daquilo que é possível, temos que ter dignidade, competência e trabalhar muito.</span></div></strong></p> <p><div style="text-align: justify; "><strong>Comércio - Apesar de ser um dos donos de uma das maiores redes varejistas do País, o senhor não anda com segurança. Circula pelas ruas tranquilamente. Não tem medo da violência?</strong></div><strong><div style="text-align: justify; "><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "><strong>Onofre Trajano -</strong> Tenho o motorista que dirige para mim. Não tenho medo nenhum. O Peregrino ficava aí na praça. Ninguém da família nunca teve segurança. Não faz parte das nossas vidas. Com segurança ou sem, eles (os bandidos) te surpreendem. Eles trabalham com o fator surpresa. </span></div></strong></p> <p><div style="text-align: justify; "><strong>Comércio - Ainda sobre os negócios, a transferência de parte da matriz do Magazine Luiza para São Paulo mudou alguma coisa?</strong></div><strong><div style="text-align: justify; "><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "><strong>Onofre Trajano -</strong> Vai mudar muito pouco. Precisamos levar algumas áreas para lá como marketing, compras e financeira. Mas a tecnologia vai ficar aqui. Muitas coisas vão ficar aqui. Estamos mudando de 10 a 15% do pessoal, em torno de 150 pessoas, mas aqui continuará o centro de tudo. </span></div></strong></p> <p><div style="text-align: justify; "><strong>Comércio - Por que houve essa necessidade de transferência?</strong></div><strong><div style="text-align: justify; "><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "><strong>Onofre Trajano -</strong> Nós precisamos estar perto dos grandes fornecedores. Infelizmente estamos a 400 quilômetros em uma cidade que não tem nem vôos comerciais. Ouvi uma pessoa dizer que crescemos e por isso estamos indo embora. Isso não existe. Estamos indo por necessidade. Como diz a Luizinha, a nossa casa é aqui. Aqui é o nosso grande amor. </span></div></strong></p> <p><div style="text-align: justify; "><strong>Comércio - O senhor vai para São Paulo ou fica em Franca?</strong></div><strong><div style="text-align: justify; "><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "><strong>Onofre Trajano -</strong> Continuo aqui.</span></div></strong></p> <p><div style="text-align: justify; "><strong>Comércio - E quando o senhor vai se aposentar?</strong></div><strong><div style="text-align: justify; "><span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "><strong>Onofre Trajano -</strong> Enquanto tiver vida e saúde vou trabalhar. Espero que Deus me dê muitos anos. Que me conceda pelo menos mais dois porque preciso terminar a obra do Hospital do Câncer.</span></div></strong></p>

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