Noética


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Dan Brown, festejado autor do `best-seller` O Código da Vinci, acaba de publicar o seu novo sucesso, denominado O Símbolo Perdido. Neste novo livro, faz uma passagem pela Maçonaria referindo-se a símbolos utilizados pela Ordem e, surpreendentemente, refere-se com certa familiaridade a rituais maçônicos que, ao que se sabe, são do conhecimento, apenas, dos iniciados. Além disso, relata algumas experiências da Dra. Katherine Solomon, na área da Noética. Para os que desconhecem o termo, Noética vem do grego Noos e diz respeito à Essência do homem, ao Ser individual, ao Espírito, enfim. Ao que faz perceber, quando fala do trabalho da Dra. Katherine Solomon, Dan Brown refere-se a experiências relacionadas ao espírito, especialmente à sobrevivência do espírito, à comunicação dos espíritos e à reencarnação, termo que cita por diversas vezes. Pode parecer que se trata de uma novidade, mas não é. No entanto, não é. Desde o final do século XIX, começo do século XX, a ciência vem pesquisando a respeito de `algo mais` além da forma física do homem. Assim é que, por volta de 1905, Charles Richet, renomado pesquisador francês, analisando os fenômenos que escapavam à ordem dos fenômenos físicos, fez surgir a Metapsíquica, com o seu livro Tratado de Metapsíquica, ciência que ele mesmo diz ter como objetivo "os fenômenos, mecânicos ou psicológicos, devido a forças que parecem ser inteligentes, ou a poderes desconhecidos latentes na inteligência humana`. É bom que se diga que, mais tarde, o mesmo pesquisador, em A Grande Esperança, muito se aproximou da hipótese espírita. Ressalte-se que a Metapsíquica se preocupa mais com a quantidade das experiências realizadas, procurando repetir e repetir, tantas vezes quantas possíveis, os fatos observados. Por volta de 1930, surgiram duas escolas que procuraram estudar os mesmos fenômenos observados pela Metapsíquica: a americana, liderada por Joseph Banks Rhine, e a russa, conduzida por Vassiliev. Além de adotarem o aspecto quantitativo de fenômenos, as novas escolas se preocuparam com o aspecto qualitativo. Inovaram na nomenclatura e na catalogação dos fatos observados e denominaram Parapsicologia, a nova ciência. Alguns mais apressados, se equivocaram ao supor que a Metapsíquica e a Parapsicologia teriam surgido para desmascarar o fenômeno espírita. Houve até parapsicólogos de escola religiosa que se utilizaram de teorias inconsistentes para combater o Espiritismo. Ledo engano. A Noética aí está, confirmando o que já ensinava a Doutrina Espírita desde 1857. Negar a existência do espírito é o mesmo que negar a Sabedoria Divina, atribuindo-lhe apenas a criação da matéria perecível, e não a do Espírito imortal. Felipe Salomão Bacharel em Ciências Sociais e diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca (IDEFRAN)

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