Franca está mais adiantada que as cidades da região em termos de prevenção e atuação em casos de grandes tragédias. Além do Plano de Defesa Civil, a cidade possui mapeadas as áreas com risco de enchentes e erosão. Um levantamento feito pela Defesa Civil e Prefeitura apontou 36 pontos mais críticos. Oito estão nas Avenidas Hélio Palermo e Ismael Alonso y Alonso, por onde passam os Córregos dos Bagres e Cubatão, que costumam transbordar com as chuvas. O raio-x ainda aponta os bairros com voçorocas, como o City Petrópolis e Dom Pedro.
Em fevereiro de 2009, depois de um ano e meio de pesquisa, a Defesa Civil apresentou o Plano de Contingência de Emergência para Franca. O levantamento reúne informações de recursos materiais e humanos disponíveis em casos de grandes acidentes, enchentes, desabamentos, incêndios, tornados e outros desastres. O documento elenca, por exemplo, 180 imóveis, entre escolas, creches e ginásios, que poderão servir de abrigo a vítimas de tragédias.
Agora o promotor de Habitação Carlos Henrique Gasparoto quer saber se os planos efetivamente funcionam. A experiência vivida no mês passado no Jardim Palmeiras e Vila São Sebastião mostrou que sim. O córrego que corta o Jardim Palmeiras não suportou o volume de chuva do dia 16 de janeiro, transbordou e invadiu oito residências. Duas foram interditadas e as famílias ficaram desabrigadas. Na Vila São Sebastião, no dia 27, as águas provocaram o deslizamento de uma das laterais do córrego. Cinco casas ficaram a apenas dez metros do "buracão".
No Palmeiras, na mesma noite da inundação, a Defesa Civil isolou os imóveis atingidos e, no dia seguinte, engenheiros da Prefeitura interditaram-nos. Uma das famílias foi abrigada por parentes e outra na escola do bairro. Nos dois casos, os secretários municipais e técnicos das pastas de Urbanismo, Serviços e Meio Ambiente e Ação Social acompanharam os moradores e avaliaram os estragos.
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