A Polícia Militar de Miguelópolis estourou, ontem, uma indústria caseira de falsificação de defensivos agrícolas. No local, foram apreendidas centenas de embalagens vazias que seriam usadas para armazenar o veneno falso. A polícia também apreendeu embalagens contendo produtos originais. Há suspeita de que a quadrilha utilizaria o material para copiá-lo. Ninguém foi preso.
A fábrica clandestina foi descoberta numa residência do Bairro Cerâmica. Após receber denúncias de que a casa seria apenas uma fachada para ocultar a falsificação de agrotóxicos, o sargento da Polícia Militar Paulo Roberto Nunes conseguiu mandado de busca e ,com apoio da Polícia Civil, foi para o local. Logo que os policiais entraram na residência, encontraram centenas de galões vazios, com diversas marcas de defensivos agrícolas, num dos cômodos. Dez policiais participaram da operação.
O morador do imóvel, identificado como sendo o comerciante MCL, 34, não foi encontrado. Vizinhos disseram que ele estava viajando. Ainda durante a revista, embalagens com agrotóxicos, lacres e logomarcas de defensivos foram apreendidas.
O delegado Paulo César Cervantes e sua equipe de investigadores ajudaram na operação. “Estamos investigando a quadrilha. Essa apreensão é um passo importante para chegarmos aos suspeitos. Apuramos que a quadrilha compra galões originais vazios e, a partir daí, falsifica o rótulo e o líquido”, disse o delegado.
Esta é a quarta grande apreensão de agrotóxico falso na região em apenas dois anos.
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