O novo processo de seleção de professores temporários foi bem-sucedido e seu resultado assegurou que, em 2010, o quadro docente da rede estadual de ensino será mais preparado do que o de 2009.
Até o ano passado, os temporários que compunham a lista de espera eram convocados à base de dois critérios: tempo de serviço e titulação. Eles não tinham de prestar nenhuma prova de conhecimento dos conteúdos e práticas didáticas.
A partir deste ano, introduzimos essa prova para que fosse dada prioridade à convocação dos educadores com melhor desempenho no exame.
Assim, pela primeira vez atuarão nas escolas públicas estaduais professores temporários que fizeram prova de avaliação e a lista de classificação levará em conta, obrigatoriamente, o resultado obtido na prova.
Nos anos recentes, cerca de 80 mil professores temporários atuaram na rede estadual. No exame recém-realizado, foram aprovados cerca de 94 mil candidatos, número que deveria garantir o preenchimento total das vagas de temporários. Mas, como a atribuição de aulas para os temporários se faz por disciplina e em cada diretoria regional de ensino, é possível haver desajustes.
Nesse caso, esgotada a lista dos aprovados, serão chamados os professores que, mesmo não tendo chegado à nota mínima de cinco, obtiveram as melhores pontuações.
Trata-se de uma situação excepcional, válida apenas neste ano, que visa a garantir que não faltarão professores em nenhum lugar da rede. Mas, no final deste ano, estes temporários deverão se submeter a uma nova prova de avaliação.
Além disso, deve-se levar em conta que, a partir deste ano, a necessidade de professores temporários deverá ser menor do que em 2009, pois: foram criadas jornadas de 40 horas e de 12 horas semanais de aulas, o que facilitará a estabilização do quadro de professores efetivos e a Secretaria Estadual da Educação vai realizar concurso, no dia 28 de março, para preencher 10 mil vagas atualmente ocupadas por temporários.
A melhoria da qualidade do ensino exige, mais do que lamúrias e truques publicitários, ações inovadoras e corajosas, em geral combatidas por quem desconhece a nossa realidade educacional. Mas inovação e coragem não bastam: é preciso também perseverança nas ações de reformas, atitude que também não tem faltado ao governo estadual. Por isso, a educação em São Paulo foi melhor em 2009 do que no ano anterior e, em 2010, será melhor do que no ano passado.
Estamos criando um círculo virtuoso de progresso educacional.
Paulo Renato Souza
Secretário de Estado da Educação
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