Ratoeiras, venenos e repelentes. Esses itens têm feito parte da lista de compras da maior parte dos moradores de dois bairros na Zona Sul, Jardim Santa Bárbara e Higienópolis, na área central de Franca. Com suas casas próximas a terrenos baldios, os proprietários precisam lidar diariamente com acúmulo de lixo e mato alto que chega a medir 2,5 metros de altura, o que tem trazido ratos, baratas, pernilongos, cobras, escorpião, aranhas e mosquitos para dentro de suas casas.
As queixas não são nenhuma novidade. A cada mês, a Prefeitura recebe, em média, 95 denúncias sobre o problema que parece não ter fim. Com o aumento das chuvas, as reclamações são cada vez mais frequentes.
Na região sul de Franca, além de sofrerem com a falta de esgoto e asfalto, os moradores do Santa Bárbara têm que conviver com os problemas de mato alto nos terrenos vizinhos. “São vários pelo bairro. Não aguento mais a quantidade de ratos subindo nos colchões e armários de casa. É um tormento sem fim”, disse o estudante Diógenes Vinícius Rodrigues de Castro, que mora na Rua Maura Silva Santana.
Segundo Diógenes, o terreno que mais tem prejudicado os moradores é o localizado ao lado de sua casa. “O espaço é da Prefeitura mas eles deixam abandonado, tem lixos, muitos ratos e até cobras”, disse.
No bairro Higienópolis, os moradores convivem com o mesmo problema. Na Rua José Engrácia Faria há três terrenos que atormentam quem vive ali. Um deles tem chamado a atenção de quem passa pela rua. “O mato está com mais de dois metros de altura. Já procurei a Prefeitura e os donos do terrenos, mas ninguém resolve nada. Não sei mais a quem reclamar. Nessa semana mesmo, eu matei um rato enorme dentro de casa, as aranhas também aparecem muito”, disse o comerciante Ademar Antônio de Oliveira. “Alguns donos colocam fogo, mas não limpam o terreno. Além dos riscos de doença, está insuportável conviver com essa situação”, disse outro morador, Walcir Marcelino Júnior.
Para tentar amenizar a entrada de animais peçonhentos em casa, o aposentado Geraldo Alves Ribeiro possui quatro ratoeiras em sua residência. Ele calcula que, só no último mês, já matou 23 ratos dos “grandes” e cerca de 40 dos “pequenos”. “Já que eles não dão um jeito, temos que arrumar todo tipo de ratoeira para pegar os ratos. Uma só não basta”, disse.
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