Polícia identifica homem que matou jovem a pauladas


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<b>RECONSTITUIÇÃO </b>- Desempregado mostra à polícia como matou coletor em terreno baldio. Investigador da DIG ajudou na encenação se passando por vítima
<b>RECONSTITUIÇÃO </b>- Desempregado mostra à polícia como matou coletor em terreno baldio. Investigador da DIG ajudou na encenação se passando por vítima
A Polícia Civil esclareceu na manhã de ontem o assassinato do coletor de lixo Gabriel Maito Silva, 19. Ele foi encontrado morto num matagal com o rosto desfigurado. O autor do crime foi o desempregado OPA, 27, morador no Bairro City Petrópolis. O rapaz confessou o homicídio alegando desentendimento por causa de drogas. O coletor foi morto a pauladas na madrugada do dia 5 de dezembro de 2009. Os investigadores do setor de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) chegaram até o assassino depois de deter duas pessoas suspeitas de estarem envolvidas no crime. Durante a apuração dos fatos, ficou comprovado que a vítima estava com um aparelho celular que havia sido levado pelo autor. Cruzando informações, a polícia descobriu o telefone nas mãos de um homem suspeito de ser traficante. “Ele negou que tivesse trocado o celular da vítima por drogas. Disse que comprou o aparelho, mas que não sabia que pertencia ao Gabriel. Por meio dele, chegamos a outro suspeito que também pegou o celular. Conseguimos novas pistas até que chegamos ao verdadeiro assassino, que confessou o crime”, disse o delegado Márcio Murari. O desempregado acusado da morte de Gabriel foi detido na manhã de ontem em sua casa no Bairro City Petrópolis. A princípio, tentou negar, mas logo acabou confessando. OPA disse que estava fumando crack ao lado da vítima. O autor alegou em depoimento que Gabriel havia entregue um aparelho celular para pagar a droga que consumiram. Após fumar o entorpecente, a vítima tentou reaver o telefone e se desentendeu com o autor. “Ele tentou pegar o celular da minha mão e eu não deixei. Começamos a discutir. Ele pegou um pedaço de pau e bateu nas minhas costas. Peguei um caibro e acertei na nuca dele. Ele caiu e falei: ‘já que fiz isso vou acabar de matar’. Nem sei quantas pauladas dei (sic)”, disse o acusado. Ontem mesmo a equipe de homicídios esteve na cena do crime. O desempregado mostrou para os peritos como cometeu o assassinato. “A reconstituição serve para tirarmos dúvidas e confrontarmos com as provas que foram colhidas, além de confirmar a autoria do crime” disse o delegado. Murari pediu a prisão temporária do acusado que está sendo analisada pelo promotor de Justiça Odilon Néri Comodaro. A reportagem do <b>Comércio</b> tentou falar com o promotor, que, por meio de um funcionário, disse que não poderia falar sobre o assunto. Sem o pedido de prisão acatado, autor do homicídio foi liberado às 18h10 horas.

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