Uma professora foi encontrada morta em seu apartamento, que estava trancado e todo arrumado. A princípio, a morte foi apontada como natural. O trabalho da perícia, no entanto, mudou o rumo das investigações. O caso aconteceu em Franca, no dia 4 de janeiro de 2008. Após informações de vizinhos sobre o desaparecimento de Shirlei Vilaça, 51, a polícia arrombou o imóvel e a encontrou caída, sem arranhões. Foi sepultada com registro de morte por cardiopatia.
Como o perito que acompanhou o caso era também tomografista, teve a atenção chamada pelas moscas que se concentravam na cabeça. “Ela tinha uma concentração de moscas procurando os orifícios (boca, nariz, ouvido), mas tinha também uma concentração grande na nuca. Essa informação passa despercebida por qualquer um que não seja especialista na área, mas não pelo tomografista. Ele fez consignar isso no laudo”, explicou o perito Edmilson Martins.
A informação do perito levantava dúvidas sobre a morte. A partir daí, a hipótese era de que ela teria sido agredida antes morrer. Seu corpo foi exumado a pedido do delegado Hélder Rodrigues. “Chegaram à conclusão de que alguém invadiu sua casa, bateu com a cabeça dela no chão e ela desfaleceu. Talvez tenha até morrido por cardiopatia, mas, essa cardiopatia ocorreu em função da agressão. O cidadão está preso com base no trabalho do perito. Essa contribuição para nós é importante. Imagine para a família”.
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