A Polícia Militar acompanha as ocorrências na Avenida Champagnat. A situação é crítica. Durante operação na madrugada de 9 de janeiro, jovens jogaram garrafas de cervejas contra os policiais e atingiram a viatura. Capitão Lídio, coordenador operacional do 15º Batalhão da PM, afirmou que a medida adotada no local será a tolerância zero, com fiscalização, prisões e outras ações no local. “Vamos tornar um inferno a vida desses caras até eles pararem”.
<b>Comércio - Qual a atuação da PM na Champagnat?
Capitão Lídio </b>- Este ponto específico da cidade tem sido objeto da nossa preocupação porque, infelizmente, os jovens têm se excedido no consumo de bebidas e, eventualmente, temos feito prisão e apreensão de drogas entre eles. Isso é desagradável porque muitos deles não têm consciência do que isso pode lhes causar para o resto de suas vidas. A partir do momento que um jovem é surpreendido com entorpecentes corre risco de ser preso em flagrante. Não queremos isso. Sempre conclamamos aos pais que acompanhem os filhos, saibam onde eles estão e estabeleçam limites. Na medida que os pais são omissos no estabelecimento de limites, o Estado, que confere à polícia o poder para cercear direitos, terá de agir e aí nem sempre os resultados são agradáveis. Isso quer dizer que intensificaremos as ações e não toleraremos excesso. A cidade não pode ser marcada por bagunça por entendermos que os jovens não têm limites.
<b>Comércio - A ação pode ser mais rigorosa?
Capitão Lídio</b> - O número de viaturas para o local foi aumentado, mas é bom ressaltar que na medida que coloco mais viaturas em determinado local, outra parte da cidade fica prejudicada. Temos de dar segurança à cidade, que é grande. Ficarmos localizados num lugar para “cuidar” de “baderneiros” é inadmissível. Muitos não entendem o conceito de diversão nem o direito do próximo e a Polícia Militar estará agindo no local. Se vai agradá-los? Provavelmente não, mas a população pode esperar mais rigor na nossa atuação. Chega um momento em que as pessoas que estão lá deixam de ser cidadãos de bem para serem potenciais provocadores da desordem e aí a situação muda. Aí agimos, digamos, num segundo degrau. Já coloco a tropa de choque sobreaviso, munição química, bala de borracha.
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