Vazamentos disparam procura por limpeza de calhas e telhados


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<b>TEMPORAL</b> - Chuva de ontem perdurou durante todo o dia. Na foto, uma das ruas da cidade com a neblina que cobriu a cidade nas primeiras horas da manhã
<b>TEMPORAL</b> - Chuva de ontem perdurou durante todo o dia. Na foto, uma das ruas da cidade com a neblina que cobriu a cidade nas primeiras horas da manhã
Os telefones das lojas de calhas não param de tocar. Do outro lado da linha, clientes desesperados com vazamentos e goteiras em suas casas. Com chuva acima da média, os calheiros não têm conseguido atender todos os chamados. O <b>Comércio</b> consultou dez empresas de calhas e todas confirmaram aumento na procura dos serviços, que chegou a triplicar na comparação com meses de estiagem. A sócia-proprietária de uma firma de calhas, Nilbia Olímpio, estava acostumada a receber cinco pedidos de orçamento por dia. A média saltou para 15 desde dezembro e deve permanecer assim até fevereiro. A principal solicitação é para desobstruir as calhas. “Está muito grande a procura. Todo ano agendamos a manutenção para nossos clientes entre setembro e outubro porque no outono e inverno caem muitas folhas nas calhas. Mas nem todo mundo faz a manutenção necessária”. Com as calhas entupidas, a água não tem por onde escoar e transborda, deixando os imóveis com vazamentos até no bocal das lâmpadas. “Além da sujeira, as calhas ainda podem estar desgastadas, com emendas soltas e precisam ser soldadas ou trocadas”, disse o calheiro Carlos Augusto Freitas Júnior, 28, que cobra R$ 70 pela visita e pequenos reparos. Antônio Carlos da Cruz, 56, está há 30 anos no ramo e tem registrado movimento impressionante nas últimas semanas. “Sou procurado por 20, 30 clientes por dia. É muito comum problemas nas casas do Centro porque são antigas”. Nem todos são atendidos. A alta demanda e o tempo chuvoso impendem que os consertos sejam feitos no mesmo dia da solicitação. “As telhas ficam úmidas e apresentam risco, pois podem quebrar e nós podemos escorregar e sofrer algum acidente. É preciso esperar um dia de sol para podermos trabalhar”. Lissandra Pelizaro, sócia de uma loja de calhas, contratou quatro funcionários entre novembro e dezembro para dar conta de atender toda clientela na época das águas. Conta com dez pessoas dedicadas aos serviços externos, mas ainda assim tem de adiar alguns atendimentos. “Está terrível. Muita gente não conseguimos atender. A procura já estava alta por causa das várias construções em andamento na cidade e agora surgem mais serviços por causa dos problemas causados durante a chuva”. Anteontem, Lissandra calcula ter atendido 40 telefonemas com vazamentos nos imóveis por causa da forte chuva na madrugada de quarta-feira. Franca registrou recorde do volume de água (leia no apoio).

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